quarta-feira, 19 de abril de 2017

Como era o Brasil antes do Descobrimento?

     A organização do espaço do Brasil no período das Grandes Navegações europeias estava ligada á maneira dos nativos americanos de ver o mundo dentro de sua visão cultural.
     Seu horizonte de ação estava ligado diretamente às suas necessidades de manutenção diária, portanto isto se refletia na sua produção de alimentos e víveres de sustento. Aliás boa parte de suas atividades estavam ligadas à pesca, caça e a espaços restritos de desenvolvimento agrícolas especialmente para a  produção de mandioca para a produção de farinha, cauim entre outros produtos de consumo.
   Os europeus ao chegarem em terras brasileiras encontraram um espaço natural totalmente diferente daquele que conhecia na Europa. Cenário dominado por florestas fechadas, temperaturas de clima tropical, elevadas especialmente na estação do verão com muitas chuvas e um relevo que predominava os terrenos em planalto.
          Muitos e diversos ameríndios habitavam este esta região.

Assista o vídeo abaixo que mostra como era este período no Sul do Brasil:

                 https://youtu.be/ILaWuZl4HkA
                 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Biomas do Brasil - Nordeste

Considerando as características da Região Nordeste do Brasil o bioma local está  organizado
condicionantes ambientais próprias em especial considerando seu relevo peculiar, regime de
chuvas e umidade e área de ocupação

Características Locais

Zona da Mata
Faixa estreita, originalmente dominada pela Mata Atlântica. Por sua grande 
fertilidade (solo de massapé) sua mata original foi retirada para o plantio e produção canavieira,
cacaueira e tabaco. É espaço tropical, clima quente e úmido. É o espaço urbano com intensa 
concentração populacional.

Sertão
Região planáltica, clima semi-árido por conta dos planaltos que impedem a entrada 
das massas de ar úmidas oceânicas. Solo raso, umidade baixa, temperatura elevada, sua 
vegetação é extremamente adaptada produzindo cactos (facheiro, xiquexique, mandacaru) 
e de caatingas, arbusto espinhosos e vegetação cujas folhas caem na época das prolongadas 
secas.

É uma área demarcada pelo Polígono das Secas, onde os recursos federais são utilizados 
para frentes de trabalho, construção de açudes, barragens, poços, estradas de rodagem a 
fim de amenizar perdas da produção agrícola.

Agreste 
Encontra-se entre o Sertão e a Zona da Mata, de tradição histórica (desde século 
XVI), tem a vocação agrícola desde o período colonial, atendendo com produtos 
hortifrutigranjeiros e agrícolas. É uma região úmida de encosta tropical voltada para o litoral 
com o semiárido a oeste. É tradicionalmente espaço policultor, onde se encontra a pequena 
propriedade, abastecedora das regiões urbanas litorâneas.


Meio Norte 
Em contato com o espaço amazônico tem o domínio das palmáceas. É a Mata dos Cocais 
onde dominam as carnaúbas e babaçus. Com o avanço da soja e a ação antrópica encontra-
se seriamente desmatada. 

A extração de cera e óleo para uso industrial dá espaço para a formação de um grupo de 
trabalhadoras informais, as quebradeiras que atuam extraindo e quebrando cocos.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Campo Grande

   Caros alunos no endereço abaixo vocês poderão acessar os vídeos sobre como o nosso espaço, região do Campo Grande em Campinas surgiu.
   A proposta é mostrar através desta linguagem visual, no primeiro vídeo,como era este espaço sem a intervenção do homem, com sua paisagem natural intacta.
  No segundo vídeo, com os alunos da EMEF Clotilde Barraquet von Zuben, verificar como o nosso espaço se encontra com a intervenção humana atual. Como está o nosso curso de água, o Córrego Piçarrão nas proximidades de seu encontro com o rio Capivari que se encontra próximo da Escola.
   No terceiro vídeo visualizar os cenários em que nossa região será transformada com a implantação de modernos meios de transporte que estão sendo implantados em nossa região.
  Os vídeos complementares mostram os trabalhos de nossos alunos nestas atividades como construção de maquetes para mostrar estas fases de intervenção do homem em nosso local de convívio e circulação.


Acesse o link abaixo


https://drive.google.com/open?id=0Bz3Bqh_EaBFzZ2pWWUE4VkprbnM

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Índice de Desenvolvimento Humano

O que é desenvolvimento humano?

O conceito de desenvolvimento humano nasceu definido como um processo de ampliação das escolhas das pessoas para que elas tenham capacidades e oportunidades para serem aquilo que desejam ser.
Diferentemente da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano procura olhar diretamente para as pessoas, suas oportunidades e capacidades. A renda é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento econômico, ou da renda, para o ser humano.
O conceito de Desenvolvimento Humano também parte do pressuposto de que para medir o avanço na qualidade de vida de uma população é preciso ir além da visão  puramente econômica e considerar outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana. Esse conceito é a base do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), publicados anualmente pelo PNUD - Programa das Nações Unidas sobre Desenvolvimento.
O que é IDH?
O objetivo da criação do Índice de Desenvolvimento Humano foi o de encontrar outro indicador que substituísse outro sinalizador sócio econômico muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.
Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, o IDH não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da “felicidade” das pessoas, nem indica “o melhor lugar no mundo para se viver”. Democracia, participação, equidade, sustentabilidade são outros dos muitos aspectos do desenvolvimento humano que não são contemplados no IDH.
Desde 2010, quando o Relatório de Desenvolvimento Humano completou 20 anos, novas metodologias foram incorporadas para o cálculo do IDH. Atualmente, os três pilares que constituem o IDH (saúde, educação e renda) são mensurados da seguinte forma:
·         Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;
·         O acesso ao conhecimento (educação) é medido por: a) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e b) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que uma criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança;
·         E o padrão de vida (renda) é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como anos de referência.
Publicado pela primeira vez em 1990, o índice é calculado anualmente. Desde 2010, sua série histórica é recalculada devido ao movimento de entrada e saída de países e às adaptações metodológicas, o que possibilita uma análise de tendências. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações regionais através do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).
O IDH-M é um ajuste metodológico ao IDH Global, e foi publicado em 1998 (a partir dos dados do Censo de 1970, 1980, 1991) e em 2003 (a partir dos dados do Censo de 2000).

O Brasil e o Índice de Desenvolvimento Humano no mundo

O Brasil ocupa a 84ª posição entre 187 países avaliados pelo IDH (relatório do Desenvolvimento Humano 2011).
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2011 é de 0,718 na escala que vai de 0 a 1. O índice é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento sem se prender apenas em índices econômicos.
O país com mais alto IDH em 2011 é a Noruega, que alcançou a marca de 0,943. Os cinco primeiros colocados do ranking são, pela ordem, Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Segundo o Pnud, o pior IDH entre os países avaliados é o da República Democrática do Congo, com índice 0,286. Os cinco últimos são Chade, NDMoçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo.
O índice que se baseia em dados como a expectativa de vida, a escolaridade, a expectativa de escolaridade e a renda média mudaram a fonte de alguns dos dados usados na comparação. A expectativa é ter os mais recentes dados comparáveis entre os diferentes países.
No ano passado, o Brasil aparecia classificado como o 73º melhor IDH de 169 países, mas, segundo o Pnud, o país estaria em 85º em 2010, se fosse usada a nova metodologia. Desta forma, pode-se dizer que em 2011 o país ganhou uma posição no índice em relação ao ano anterior, ficando em 84º lugar.
O Pnud não soube indicar o que motivou a mudança de classificação do Brasil. Mas, analisando os indicadores avaliados – expectativa de vida, anos médios de escolaridade, anos esperados de escolaridade e renda nacional bruta per capita – dois tiveram mudanças: expectativa de vida e renda nacional bruta.
O Brasil aparece entre os países considerados de “Desenvolvimento Humano Elevado”, a segunda melhor categoria do ranking, que tem 47 países com “Desenvolvimento Humano Muito Elevado” (acima de IDH 0,793), além de 47 de “Desenvolvimento Humano Médio” (entre 0,522 e 0,698) e 46 de “Desenvolvimento Humano Baixo” (abaixo de 0,510).
De acordo com os dados usados no relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.162, e a expectativa de vida, de 73,5 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.
O cálculo de IDH alterou neste ano a fonte de informação sobre renda dos países. O dado agora passou a ser alinhado ao Relatório do Banco Mundial. O problema é que o dado dessa fonte é mais antigo (de 2005) do que o usado no relatório IDH de 2010 (que era de 2008). Os números foram ajustados e a comparação possível é que passamos de uma renda nacional bruta per capita de US$ 9.812 , em 2010, para US$ 10.162  em 2011.
No material divulgado pelo Pnud é possível comparar as tendências do IDH de todos os países por índice e por valor total desde 1980. O destaque no caso brasileiro é para a renda, que aumentou 40% no período. No mesmo tempo, a expectativa de vida aumentou em 11 anos; a média de anos de escolaridade aumentou em 4,6 anos, mas o tempo esperado de escolaridade diminuiu.

Novos índices

Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD)
O IDH é uma medida média das conquistas de desenvolvimento humano básico em um país. Como todas as médias, o IDH, não mostra a realidade, a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano entre a população no nível de país. O IDH 2010 introduziu o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que leva em consideração a desigualdade em todas as três dimensões do IDH não levando em conta o valor médio de cada dimensão de acordo com seu nível de desigualdade.
Com a introdução do IDHAD, o IDH tradicional pode ser visto como um índice de desenvolvimento humano “potencial” e o IDHAD como um índice do desenvolvimento humano “real”.
Índice de Desigualdade de Gênero (IDG)
O Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) reflete desigualdades com base em três dimensões – saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica. A saúde reprodutiva é medida pelas taxas de mortalidade materna e de fertilidade entre as adolescentes; a autonomia é medida pela proporção de assentos parlamentares ocupados por cada gênero e a obtenção de educação secundária ou superior por cada gênero; e a atividade econômica é medida pela taxa de participação no mercado de trabalho.
Índice de Pobreza Multidimensional (IPM)
O IDH 2010 introduziu o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que identifica privações múltiplas em educação, saúde e padrão de vida nos mesmos domicílios. As dimensões de educação e saúde se baseiam em dois indicadores cada, enquanto a dimensão do padrão de vida se baseia em seis indicadores. Todos os indicadores necessários para elaborar o IPM para um domicílio são obtidos pela mesma pesquisa domiciliar.
Os níveis de privação são computados para cada domicílio na pesquisa. Um corte de 33,3% é usado para distinguir entre os pobres e os não pobres. Se o nível de privação domiciliar for 33,3% ou maior, esse domicílio (e todos nele) é multidimensionalmente pobre. Os domicílios com um nível de privação maior que ou igual a 20%, mas menor que 33,3%, são vulneráveis ou estão em risco de se tornarem multidimensionalmente pobres.
Ele tem como objetivo acompanhar a pobreza que vai além da pobreza de renda, medida pelo percentual da população que vive abaixo de PPP US$1,25 por dia. Ela mostra que a pobreza de renda relata apenas uma parte da história.
Além do valor usado tradicionalmente para indicar o desenvolvimento humano de cada país, o relatório deste ano apresenta novos índices: IDH Ajustado à Desigualdade, Índice de Desigualdade de Gênero e Índice de Pobreza Multidimensional.
O IDH ajustado à desigualdade faz um retrato mais real do desenvolvimento do país, ajustando às realidades de cada um deles. Com isso, o IDH tradicional passa a ser visto como um desenvolvimento potencial. Levando a desigualdade em conta, o Brasil perde, em 2011, 27,7% do seu IDH tradicional. O componente renda (dentre renda, expectativa de vida e educação) é que mais influi nesse percentual.
No índice de desigualdade de gênero, o Brasil fica em patamar intermediário quando comparado com os BRICS. O índice brasileiro é de 0,449. Rússia tem 0,338; China, 0,209; África do Sul, 0,490% e Índia, 0,617.
Já o Índice de Pobreza Multidimensional é uma forma nova, mais ampla, de verificar quem vive com dificuldades. No lugar da referência do Banco Mundial, que considera que está abaixo da linha de pobreza quem ganha menos de US$ 1,15 por dia, o novo índice aponta privações em educação, saúde e padrão de vida.
Segundo o Pnud o índice pode não ser tão importante para a situação do Brasil quanto para a de países da África, pois, no Brasil, quem tem renda pode ter o acesso facilitado à qualidade de vida. Em alguns países, porém, esse acesso não depende exclusivamente de recursos financeiros (às vezes, o país tem infraestrutura precária demais, por exemplo).
Essa nova medida é uma forma interessante de avaliar as políticas de transferência de renda e verificar se essas ações realmente estão mudando a vida da população mais necessitada.


África


O continente africano com 30 milhões de km2, 20,3% da superfície das terras firmes e é envolvido pelas linhas tropicais Câncer (norte) Capricórnio (Sul) e Equador (Centro) apresenta um relevo dominado por planaltos, porção leste, com cordilheiras produto de dobramentos (montanhas) apresentando elevações de 5000 metros de altitude e vales (rifit valley) encaixados onde se encontram formações lacustres (lagos).
 

 
Esta configuração irá determinar uma paisagem especial e diversa de florestas equatoriais-tropicais, estepes, savanas, vegetação de deserto e vegetação mediterrânica  relacionados diretamente a sua altitude e latitude intertropical.



A vegetação de deserto está relacionada aos desertos Kalahari e Saara resultado da ação das correntes marítimas frias que circundam do sudoeste e do noroeste do continente. Nas altitudes mais elevadas teremos as vegetações de altitude (campos), savanas nas baixas latitudes, floresta tropical-equatorial nas áreas sujeitas a umidade das massas de ar oceânicas e a vegetação mediterrânica sujeita ao clima seco porém chuvoso no inverno.

 

Ocupação
O norte africano, em contato com povos asiáticos e europeus desde a antiguidade, acolheu culturas de povos exploradores como os fenícios, provenientes do Oriente Médio, fundaram Cartago. Este território posteriormente dominados pelos romanos, foram também ocupados pelos pelos árabes onde foi introduzida a cultura e a religião islâmica.  A civilização egipcia é o destaque que, na era dos faraós, muito influenciou o mundo antigo.
Com a entrada dos árabes no continente também entrou o modelo de tráfico de pessoas, que posteriormente foi aderido pelos europeus, em especial portugueses, no período das Grandes Navegações e formação colonial das Américas.
Foram 300 anos de tráfico que gerou uma migração de de 15 milhões de negros cujo porto principal de saída eram os portos da Costa da Guine, (costa ocidental) e portos de Zanzibar e Moçambique.
Os africanos apresavam seus inimigos em geral (de tribos derrotadas) e revendiam aos traficantes exportadores. Estas organizações eram denominadas de Reinos negreiros. O tráfico negreiro continuou na África ate inicio do século XX. Ainda nos dias atuais as rivalidades tribais são significativas no continente africano.

África seu Estado atual
O Congresso de Berlim (1884 – 1885) tendo como anfitrião o chanceler alemão Otto Von Bismarck, incumbiu-se de realizar as discussões sobre o futuro do continente africano e estabelecer as bases para a futura partilha entre as potencias industriais européias e EUA.Posteriormente, final do séc XIX dividiram-se o território africano em colônias delimitando suas fronteiras.
A África atual, portanto, e resultado da organização realizada pelos europeus no século XIX e XX quando então havia necessidade de atender a Europa com matérias primas minerais e vegetais e simultaneamente tornar-se mercado consumidor.

 
 
Esta divisão não respeitou espaços étnicos e culturais. Freqüentemente nações com divergência de pensamentos e valores foram colocados em um mesmo espaço geográfico o que posteriormente tornou-se objeto de intensos conflitos e confrontos.
Estes limites fronteiriços foram mantidos mesmo depois da colonização européia deixar de existir e continuaram com a mesma delimitação posteriormente com a criação dos atuais Estados africanos que ocorreram em sua maioria na década de 60.

fonte:GeoConceição
 
A descolonização e a criação destes atuais Estados ocorreram de maneiras variadas, como por negociação (Reino Unido), mantendo laços de cooperação econômica, social e militar (França), movimentos armados (Portugal) e freqüentemente este poder político não foi passado de forma democrática para as autoridades nativas, produzindo hostilidades tribais entre o empossado e seus oponentes.As guerras étnicas são constantes no continente africano.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Brasil Energia



Energia no Brasil e no mundo
No mundo globalizado capitalista, as indústrias, especialmente as eletro intensivas, consomem grande quantidade de energia e o seu modo de produção tem sido visto como um modelo ultrapassado considerando que os recursos naturais não são tão renováveis quanto se parece e muito dos recursos explorados, já se encontra em declínio como o caso do carvão e do petróleo.
A geração de energia limitada tem levado à remodelação de equipamentos que venham consumir uma menor quantidade de energia em seu trabalho.  Energias alternativas tem sido pesquisadas e algumas tem se tornado atualmente, substitutas das então energias convencionais.
Usina eólica
A biomassa, especialmente o tipo que envolve a produção canavieira, tem levado a estudos da produção quanto geradora de álcool combustível (o etanol). Outras culturas utilizadas produziram, no Brasil, o álcool etílico obtido da produção da mandioca, outras ainda são utilizadas para serem adicionados a combustíveis convencionais como o óleo de dendê gerando o biocombustível.
A maior dificuldade destas novas matrizes são as dificuldades apresentadas nos custos de produção, já que o capital inicialmente investido é empregado como tecnologia de ponta e laboratórios de pesquisa.
A energia limpa é atualmente escolhida para bancar o desenvolvimento e o progresso exigido por uma comunidade global. São essencialmente não poluentes, ou seja, os resíduos lançados no ambiente produzem um mínimo de agressão ao meio. A proposta é o de trabalhar com dispositivos e sistemas que possam resgatar os recursos utilizados no desencadeamento da produção de energia de maneira sustentável, ou seja, o próprio ambiente teria meios de resgatar, recuperar aquilo que foi utilizado de forma auto-sustentável. Certamente a natureza tem condições de se recuperar, entretanto o homem necessita diminuir o ritmo de exploração destes recursos.

Brasil e sua matriz energética
Considerando o Brasil como um país que apresenta relevo com muitos aclives e declives, no setor agrícola, cada cultura deve ser plantada em espaço adequado. No que se refere a produção de biomassa suas atividades geralmente são mecanizadas.
Verdadeiras empresas capitalistas, inclusive transnacionais, as comandam sendo que seu trabalho tem o foco para o mercado global em larga escala. A atividade atende a uma organização complexa, mas que alcança consumidores finais e industriais como as plantations (atividade monocultural de exportação como a produção de cana de açúcar) e que atende as usinas que transformam o produto em açúcar e álcool e exportam para o mercado mundial atendendo quando possível o mercado interno.
Atualmente a tecnologia agrícola empregada, tem se apresentado para reforçar a produção bem como na diversificação de uso do produto obtido. É o caso da cana de açúcar que hoje em dia não se perde nada, todos seus subprodutos são utilizados até o bagaço para a geração de energia e do vinhoto (de alta acidez) que na atualidade retorna a terra para a adubação do solo.


A matriz energética do petróleo


O Brasil é o 15° maior produtor de petróleo do mundo. Até 1997, o monopólio do petróleo no Brasil, pertencia a Petrobrás. A partir de hoje, mais de 50 companhias de petróleo estão envolvidos na exploração de petróleo. A produção de petróleo da Petrobrás, chega a mais de 2 milhões de barris (320.000 m²) de óleo equivalente por dia. É também uma grande distribuidora de produtos petrolíferos além de possuir refinarias de petróleo (14) e navios petroleiros.
Em 2006, o Brasil tinha 11,2 bilhões de barris (1,78 × 109 m²), a segunda maior reserva provada de petróleo na América do Sul depois da Venezuela. A grande maioria das reservas provadas estão localizadas em bacias de Campos e Santos, na costa sudeste do Brasil. Em novembro de 2007, a Petrobrás anunciou que acredita que o Campo petrolífero de Tupi, na camada de pré-sal, tem entre 5 e 8 bilhões de barris (1,3 × 109 m²) de óleo de alta qualidade  e os campos vizinhos podem até conter ainda mais, como o campo da Carioca o que poderia resultar no Brasil, se tornando um dos os maiores produtores de petróleo do mundo.

A matriz energética hidráulica
A principal matriz energética do Brasil é a hidráulica, 80% do total consumido no Brasil e o segundo maior no mundo. Grande quantidade de energia utilizada no país, 70%, é consumida pelo setor industrial e que é subsidiada pelo governo; 45% do total em energia elétrica.
O setor de transportes apresenta-se como o maior consumidor de combustíveis derivados de petróleo outrora muito dependente (85% em 1979) mesmo ocorrendo a desregulamentação e o fim do monopólio da Petrobrás.
No setor industrial, a metalurgia e o setor de alumínio são os que mais consomem energia.

Pontos positivos e negativos da matriz energética brasileira
O sistema elétrico brasileiro, de matriz hidráulica, apresenta uma relativa vantagem ambiental quando não acarreta danos ambientais em sua geração, entretanto inunda áreas produtivas agrícolas retirando o potencial de produção rural não considerando a perda de terra com o sistema de transmissão (torres).
Como funciona uma usina hidrelétrica?
https://youtu.be/9lX-71NXnwA

A geração por termelétricas com a queima de carvão ou petróleo produz gases poluentes. A geração termelétrica nuclear produz resíduos materiais radioativos.

Vantagens da matriz energética hidráulica
O Brasil apresenta condições favoráveis para a geração hidrelétrica como:
- relevo planáltico, clima tropical, densa rede hidrográfica e conta com as maiores bacias hidrográficas do mundo a Amazônica e a do Paraná.
A bacia Amazônica possui um potencial hidráulico acima de 100.000 MW entretanto baixíssimo potencial hidráulico instalado (capacidade instalada) ou seja que gera efetivamente energia, no caso da bacia Amazônica menos de 1%.
Na bacia do Paraná encontra-se o maior potencial hidráulico instalado do Brasil. A UHE de Itaipu e a maior usina hidrelétrica do Brasil 12.600 MW instalados e ampliação para 14.000 MW e supre 20% das necessidades do país.
Atuam neste espaço o sistema Furnas (com 10 usinas hidrelétricas, inclusive Itaipu e duas usinas termelétricas) que também participam as bacias, além do Paraná a do Paraguai, Atlântico, Leste, Tocantins, a CESP com 6 usinas hidrelétricas, a Tiete com 10 usinas hidrelétricas, a Duke Energy com 8 usinas hidrelétricas, A CEMIG, que também atua na bacia do São Francisco com 42 usinas hidrelétricas no total, três usinas termelétricas, uma usina eólica, a Copel com 17 hidrelétricas, 1 termelétrica.
Na bacia do São Francisco a Companhia Hidrelétrica do São Francisco possui 10 usinas hidrelétricas e 2 termelétricas entre elas Paulo Afonso, Sobradinho, Boa Esperança, Itaparica, Xingó. Tem o apoio da usina de Tucuruí, da bacia do Tocantins.
Na bacia Amazônica a Eletronorte capta energia da transmissão de usinas como Tucuruí (bacia do Tocantins) possui 11 termelétricas e 4 hidrelétricas entre elas Balbina.
A energia nuclear no Brasil e produzida em Angra dos Reis (RJ) com capacidade de geração para 657 MW (Angra 1) e1.350 MW (Angra 2). Em conjunto oferecem energia para abastecer o estado do Rio de Janeiro ou 3% do consumo nacional. Sua localização estratégica deve-se a sua posição próxima dos grandes centros urbanos nacionais - Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.
Os problemas relacionados a esta matriz encontram-se em onde dispor os resíduos radioativos gerados pela usina, sua manutenção e armazenamento.

terça-feira, 19 de março de 2013

Capitalismo Industrial


Capitalismo Comercial e Industrial
As grandes navegações é efeito direto dos sucessivos impedimentos da circulação de bens e mercadorias provenientes da Ásia na região Otomana. A partir do séc  XV da nossa era cristã. Estados e nações iniciam, expedições que viabilizassem, por meio de rotas alternativas, alcançar as Índias, o Japão e a China. (Destacam-se, pelo seu poderio naval Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Países Baixos).São momentos de grandes descobertas, anexação de territórios, infelizmente da prática da escravidão nos espaços conquistados. 


O objetivo é alcançar a Ásia costeando a África, ou alternativa que possa alcançar as Índias e o Extremo Oriente. As especiarias, os metais preciosos (ouro e prata), entre outros estão nos planos deste novo empreendimento.


Conquistando territórios, estes Estados acumularam lucros. Sua prática econômica era o Mercantilismo que controlava o mercado entre a colônia (território dominado) e a Metrópole (potencia dominadora) estipulando com quem a dominada deveria realizar seu comércio e qual deveria ser o valor de sua mercadoria. Freqüentemente a única parceira comercial da colônia era sua metrópole. 


Este período que permitiu a acumulação de capital por trocas comerciais vantajosas beneficiando os burgueses europeus (comerciantes) ficou conhecido por Capitalismo Comercial. 

Importante entender que a interferência direta dos governos europeus e suas forças militares garantiam a manutenção deste status e as vantagens nas negociações comerciais entre metrópole e colônia. Seu interesse direto estava nos metais preciosos, pois a riqueza de um país era medida pela quantidade de ouro, prata e pedras preciosas que possuísse. 



Capitalismo Industrial

Com a alta demanda de produtos para o mercado e um conjunto de fatores favoráveis presente (transporte, matéria prima, energia, mão de obra, tecnologia) além do capital acumulado pelo Capitalismo Comercial, os empreendedores burgueses não duvidaram que o momento fosse o de mudar o modo de produzir, que era artesanal (feita pelas mãos dos homens artesãos) para o modo de produção industrial, feita pela máquina. 
A partir deste momento o artesão, que dominava técnicas de produção artesanal do produto, passa a ser contratado como assalariado para produzir em larga escala para o empreendedor fabril, o dono da fábrica ou do meio de produção.
O início das indústrias está relacionado com a tímida e limitada produção têxtil cuja matriz utilizada era a força hidráulica para movimentar as máquinas de tear mecânicas por meio das rodas d’água. As unidades fabris deveriam estar próximas dos rios, portanto a energia hidráulica impulsionava a indústria têxtil. A indústria da fundição de metais no século XIX substituía a lenha da madeira na produção, pelo carvão mineral que apresentava a qualidade de elevar mais a temperatura na fusão de metais através do seu alto poder calorífico. Simultaneamente os inventos do motor a explosão possibilitou o uso do vapor do carvão como energia de impulsão de máquinas, entre os exemplos, em especial para transportes, temos as locomotivas e os navios a vapor. Sendo assim as empresas de fundição procuraram localizarem-se próximas às jazidas de carvão. Cidades industriais surgiram perto das mesmas como as inglesas Liverpool e Manchester ou Colônia e Essen na Alemanha.Esta é a 1a Revolução Industrial.

2ª Revolução Industrial desenvolve-se nos setores da produção de bens duráveis diferentes da 1ª Revolução Industrial que estava voltado para a produção de bens não duráveis com o setor da indústria têxtil e alimentício.
Os carros movidos a motor a explosão, o uso da energia elétrica para movimentação de bens eletrodomésticos, o telégrafo e a indústria petroquímica e seus subprodutos - nylon, borracha sintética, laminados, tubulações e descartáveis, são marcas de uma nova fase que surge com as inovações tecnológicas que vem ocorrendo no setor industrial.

Na escala de atender e organizar os setores de produção temos:- Indústrias de base ou de bens de produção, recebem matéria prima e realiza a transformação necessária para as indústrias enviar às indústrias de bens de consumo. Exemplo as indústrias siderúrgicas recebem o minério de ferro, das indústrias extrativas, e os transforma em chapas que serão enviadas para as empresas automobilísticas produzirem carros e ainda o principal produto siderúrgico, referência de desenvolvimento industrial: o aço.
Assista o vídeo http://youtu.be/CMGe7yuCHqE

Indústria de bens de capital – são as que incorporam tecnologia e concretizam com o desenvolvimento de máquinas e equipamentos de alto valor agregado e cientifico. Estão voltados para a melhoria dos processos e procedimentos industriais e sua produtividade, controle e qualidade.
Novos inventos, experimentação e inovações são necessários. Novas respostas são necessárias para os problemas que se encontram na sociedade de consumo e tecnológica. As empresas acabam trabalhando em um ritmo de investimento, muitas vezes no limite de sua capacidade. Frentes de PxD (Pesquisa e Desenvolvimento) são essenciais bem como verbas e reinvestimentos que as vezes, dependendo do setor industrial pode chegar a 40%, como é o caso do setor de bens de produção – química , petróleo e petroquímica. Dupont, Rhodia. Fusões também são freqüentes permitindo a junção de know-how e conhecimento sobre determinadas áreas como a eletrônica e bens duráveis como a Walita-Phillips ou a Sony-Ericsson entre outros.


- Indústria de bens de consumo – São os bens de consumo rápido. Fazem parte deste setor as empresas que, recebendo matéria prima, as transformam em produtos de consumo final. Exemplo a indústria de calçados recebeu couro dos curtumes para produzir sapatos ou a de alimentos como a produção de laticínios e seus derivados do leite: queijo, manteiga, iogurte, creme de leite.


O lucro, que no Capitalismo Comercial era obtido pela diferença do valor do produto entre seu momento de compra e de venda, no Capitalismo Industrial estará relacionado diretamente ao quanto o empresário industrial irá pagar pelo trabalho realizado pelo trabalhador, ou seja, quanto será o valor de seu salário. Esta diferença, que é o lucro do empresário na sua produção chama-se de mais valia.


As indústrias no mundo

A organização do espaço possibilita e intensifica a circulação de riquezas. A infra-estrutura representada por segmentos essenciais como rodovias, ferrovias, hidrovias, aerovias, rede bancária e financeira, produção do saber (ciência e tecnologia) cristaliza e expande suas ações e influencia no mercado consumidor e conseqüentemente no espaço de formação de opinião. Possibilita também as alternativas e opções de atuação.

Atualmente a produção do espaço tem levado em conta a flexibilização de mecanismos que com facilidade respondem às necessidades do mercado consumidor. As unidades de produção atuais passaram por 3 revoluções industriais:



I- Revolução Industrial – a partir de 1750 , mecanização dos processos de produção por meio da máquina a vapor no transporte locomotiva, industria têxtil. Matéria prima era o carvão.

II Revolução Industrial –a partir de 1820 – mecanização dos processos de produção por meio do motor a gasolina ou base petrolífera. Descobrimento da eletricidade e o desenvolvimento dos bens duráveis especialmente as de linha de produção de eletrodomésticos.


III Revolução Industrial – a partir de 1970 – É a revolução tecnocientífica em que se revê a proposta do uso de energia eletro intensivas e o pensamento da preservação dos recursos naturais, a robótica, a informática, a biotecnologia, as telecomunicações, a internet. Um novo método de trabalho, de produção tecnológica de modelo de produção é proposto.


A tecnologia é fundamental neste momento, pois dela depende o ritmo e o andamento do atendimento das demandas e necessidades de mercado, portanto Tecnologia x Indústria A produção mundial de bens e serviços inicia-se com a circulação de riquezas em especial as de consumo. Quando o homem começa a dominar a produção e desenvolveu tecnologia inicia o processo de domínio do espaço.

sábado, 6 de outubro de 2012

Bacias Hidrográficas no Brasil


As bacias que são destaque no Brasil estão no mapa abaixo:

Bacia Amazônica – A maior bacia hidrográfica do mundo em volume de água em número de rios com mais de 6.110.000 km2 de área. Inclui o maior rio do mundo, o rio Amazonas e possui 12% de toda a água doce existente no planeta. Está no espaço da maior floresta equatorial continua do mundo a Floresta Equatorial Amazônica. Para o desenvolvimento da economia local este bem natural é essencial não só pela atividade extrativa como atende também o transporte fluvial.

Bacia do Paraná – É a segunda maior bacia do Brasil, tem importância fundamental no desenvolvimento econômico sul-americano. Seus maiores e mais importantes formadores são os rios Paraná, Uruguai e Paraguai. Percorre uma extensa área planáltica, portanto gera energia hidrelétrica além de ser utilizado, atualmente, no transporte hidroviário com maior freqüência.
Apresenta o maior desenvolvimento econômico do pais. 32% da população dos pais vive neste espaço, 90% em áreas urbanas. Esta população e seu crescimento urbano encontra-se próximo dos seus recursos hídricos aumentando a demanda diminuindo a disponibilidade de água por outro lado à contaminação por efluentes domestico, urbano e industrial intensifica-se. Encontra-se no espaço da Mata Atlântica e do Cerrado.

Bacia Tocantins AraguaiaGrande potencialidade na produção agrícola irrigada, cultivo de frutíferas, arroz e grãos. Estende-se por 11%  do Brasil, situa-se em grande parte na Região Centro Oeste, nascendo  nos rios Araguaia e Tocantins desaguando na foz da bacia do Amazonas.
Esta em contato com a Floresta Amazônica e Cerrado. O desmatamento intensificou-se com a ação antrópica do homem – construção de Tucuruí e rodovia Belém – Brasília, atividades agro pastoris e mineração e instalação de industrias madeireiras.


Bacia do Paraguai O rio Paraguai drena esta bacia, cuja nascente encontra-se no Brasil, abarca 1% da população brasileira, 85% em área urbana, pertence ao espaço do Cerrado e Pantanal. A expansão antrópica faz-se com as atividades relacionadas a pecuária e a soja, cana de açúcar.

Bacia do Uruguai – O rio Uruguai, formado pelos rios Canoas e Pelotas, suas atividades estão relacionadas a agroindústria e produção de energia hidráulica. O espaço envolve a Mata de Araucária e a Mata Atlântica, severamente devastadas.

Bacia do Rio São Francisco – Historicamente conhecido como rio da Unidade Nacional ou rio dos Currais, nasce na Serra da Canastra, cruza o semi árido nordestino planáltico e com 2700 km de extensão chega ao Atlântico entre Alagoas e Sergipe. Capta 8% das águas superficiais do território brasileiro pertencendo ao Cerrado a Caatinga.
A vocação agrícola e a de destaque e atende 8% da população do Brasil. Esta sujeita as irregularidades climáticas, cheias e vazantes, portanto torna-se vulnerável no abastecimento. Localiza-se as usinas de Três Marias, Queimado, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó.

Bacia Atlântico Nordeste Oriental – Equivale a 3% do território nacional e área econômica industrial de importância tendo 13% da população nacional. Encontra-se no antigo espaço da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrados e Vegetação Litorânea, devastadas para o plantio canavieiro no período colonial e a introdução da pecuária no sertão.

Bacia Atlântico Nordeste Ocidental – Região ocupada por 3% da população brasileira, com 60% em espaço urbano. Drena 1% das águas superficiais do Brasil que atende diretamente o consumo humano por água (64% do total) e 17% para irrigação. Esta no espaço da Floresta Equatorial, restingas com desmatamentos voltados para atividades agrícolas inadequadas.

Bacia do rio Parnaíba Ocupa quase 4 % do território nacional, com 1400 km de extensão o rio Parnaíba, rio perene promove o desenvolvimento econômico e social da região, 56% da população abastece-se de seus recursos.

Bacia do Atlântico Leste Drena 4% do território brasileiro com uma vazão de 0,9% das águas superficiais do Brasil. Tem 8% da população total do pais sendo que 70% encontram-se nas áreas urbanas. Encontra-se no espaço da Floresta Atlântica, Caatinga, Cerrado, Vegetação Litorânea alteradas pela implantação dos canaviais, cacaueiros, extrativismo madeireiro.

Bacia Atlântico Sudeste Grande concentração urbana, populacional e econômica existe falta de disponibilidade de água. Ocupa uma área de 2.7% do território brasileiro com uma concentração de 15% do total da população brasileira, 89% concentradas nas áreas urbanas. Apresenta intensa ocupação das áreas de mananciais.

Bacia Atlântico Sul Drena área equivalente a 2% do território nacional, o setor do turismo destaca-se. 10% da população brasileira, 85% assentados em áreas urbanas sendo 80% do total abastecidos por suas águas com baixo atendimento em esgoto. Encontra-se no espaço da Mata Atlântica severamente substituída apenas 12% preservada.

Pesquisa: Como está o planejamento dos recursos hídricos no Brasil? Quais são as demandas destes recursos?
http://atlas.ana.gov.br/Atlas/forms/Home.aspx

Quais são os rios navegáveis e com potencial hidráulico no Brasil?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Terra - Projeções Cartográficas


A confecção de mapas que nos orientam no nosso dia a dia está a cargo da Cartografia.


Os mapas topográficos temáticos são os mais utilizados. Os mapas topográficos geralmente são mais detalhados, em função das grandes escalas adotadas. Sua função é representar, num plano, fenômenos horizontais, como áreas urbanas, agrícolas e populações e verticais, como a amplitude do relevo.
                                       Mapa Topográfico 


Os mapas temáticos são aqueles que demonstram um único tema, específico, tal como população, relevo, área urbana, rural entre outros.
São geralmente menos detalhados e, portanto, apresentam pequenas escalas. 
Qualquer projeção cartográfica apresenta distorção da realidade exceto as plantas. Essas, por serem excessivamente detalhadas e representarem uma área muito pequena, a ponto de não se considerar a esfericidade da Terra, é a única projeção não distorcida.
Os três principais tipos de projeções cartográficas são:  conforme, equivalente e azimutal (ou eqüidistante).

A conforme, cujo idealizador foi Mercator, apresenta os ângulos formados pela inclinação da Terra idêntica a realidade. 
                           Projeção de Mercator 

No contexto de sua idealização, a Europa vivia um período de expansão marítima. Conquistando terras e dominando povos, os países europeus passaram a se firmar como potências. 
Na projeção conforme, a Europa é posta no centro da Terra, superior e maior que todos os demais países. Tal distorção evidencia a visão de mundo eurocêntrica de Mercator, representando cartograficamente o etnocentrismo europeu.
Na projeção equivalente, onde há proporcionalidade de áreas, há grande distorção da realidade. 

                          Projeção Equivalente 

Os países de baixa latitude (subdesenvolvidos) apresentam área bem maior que os de alta latitude (desenvolvidos).  Idealizada por Peters,  a projeção equivalente, embora não rompesse totalmente com o eurocentrismo, representava, cartograficamente, os anseios dos países recém-independentes e subdesenvolvidos no pós Segunda Guerra Mundial: receberem o mesmo tratamento que os países ricos.

                            Projeção Azimutal 
A projeção azimutal ou equidistante é atualmente a mais utilizada, sobretudo para fins didáticos e traçados de rotas marítimas, em função das distâncias representadas corresponderem a realidade.

   O sensoriamento remoto, bastante eficaz na localização e orientação terrestre, é o conjunto de técnicas aplicadas na captação e registro de imagens  distantes. A captação se dá através de diversos sensores. O sistema utilizado é o SIG, Sistema de Informação Geográfica, que corresponde à junção de mapas, tabelas e informações  diversas armazenadas por um banco de dados computadorizado e GPS (Sistema de Posicionamento Global). Constitui um excelente mecanismo de planejamento urbano e rural.

Escala

A escala é uma ferramenta importante da Geografia e que tem a capacidade de reduzir, superfícies, objetos do cotidiano do espaço a uma imagem proporcional e exata. O mapa, por exemplo, é uma imagem reduzida de uma determinada superfície. Ela pode apresentar-se de duas maneiras:
1.Escala Gráfica – Em que é representada por segmento graduado (em centímetros) possibilitando a leitura dos elementos reduzidos de forma direta.
Exemplo 1 cm = 3km

   Escala Numérica – Relaciona a grandeza real do elemento geográfico com sua representação no mapa de forma proporcional, ou seja, como exemplo, 1 cm no mapa equivale 300.000 vezes o real. 


 Veja se você consegue fazer o exercício abaixo que se encontra http://www.igc.sp.gov.br/educacional/arquivos/calcule_as_distancias.pdf

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Terra - Orientações Cartográficas


Com o domínio de seu espaço e com a expansão de seus horizontes geográficos o homem aperfeiçoou instrumentos que facilitassem suas orientações. Desenvolveu muitos recursos: rosa dos ventos, o astrolábio, o sextante, o cronômetro para medir o tempo de suas viagens, para auxiliá-lo no seu espaço. Até então se utilizava os acidentes geográficos como pontos de referência nas suas trajetórias – montanhas, colinas, serras, rios... Os céus tornaram-se seu limite na medida em que, mapeando o espaço extraterrestre tomou a Lua e o Sol como ponto de partida para suas aventuras.




Com o avanço da ciência surgia a Astronomia, outrora Astrologia que muito auxiliou na construção de calendários para exatamente identificar dias, estações e tempos cujo objetivo era o de desenvolver instrumentos capazes de auxiliar nas atividades da agricultura, ou seja, saber os momentos de plantio agrícola e de suas colheitas.

Assim como os mapas servem para localização e orientação, a Rosa dos ventos auxilia o homem na expansão dos seus horizontes e de suas conquistas. Contém os Pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais.




O homem dominando seu espaço, ampliou suas conquistas, avançando a horizontes então desconhecidos. Percebeu que havia necessidade de fazer demarcações destes locais, surgindo portanto, novas necessidades e instrumentos de ajuda em sua localização. Cria-se as Latitudes e Longitudes ou então denominados Paralelos e Meridianos.
Assista agora, para entender melhor este princípio de Localização, as aventuras do Geodetetive:

https://www.youtube.com/watch?v=2eJI_7UxwGM

As coordenadas geográficas são linhas imaginárias traçadas no globo terrestre denominada longitudes e latitudes.

Os pontos de referência são a linha do Equador (0º graus) para as latitudes também chamadas de paralelos. Para as longitudes a referência é o meridiano de Greenwich, (0º graus). As longitudes também são conhecidas por linhas perpendiculares ou Meridianos. A função das coordenadas geográficas é localizar qualquer coisa na superfície terrestre- pessoas, objetos, animais, fenômenos naturais entre outros. No entanto, quando se fornece apenas latitude e longitude, a coordenada não fica tão clara e objetiva. A identificação de minutos (‘) e segundos (” ) contribui, mas o ideal seria a localização em quilômetros, metros e/ou centímetros, como fazem os GPS.
Assista o vídeo Coordenadas Geográficas:
https://www.youtube.com/watch?v=4naXR6xouXU

                              Mapa Mundi

Paralelos: são linhas na horizontal.

O paralelo principal é a linha do Equador


Principais Paralelos:
- Equador (0º)
- Trópico de Câncer (23º 27' N)
- Trópico de Capricórnio (23º 27'S)
- Círculo Polar Ártico (66° 33' N)
- Círculo Polar Antártico (66° 33' S)

Meridianos: são linhas verticais que ligam um pólo a outro pólo da Terra. O Meridiano principal divide a Terra em dois hemisférios: Leste e Oeste ou Ocidental e Oriental e é chamado de Meridiano de Greenwich.
Principal Meridiano:
- Meridiano de Greenwich (0º)
e divide a Terra em dois hemisférios: Norte e Sul.

Para treinar localização e sistema de coordenadas sugiro download de Batalha Naval - Fleet Battle em 
https://play.google.com/store/apps/details?id=de.smuttlewerk.fleetbattle&hl=pt_BR

                    Mapa Mundi – Fusos Horários


Fontes Bibliográficas e consulta