terça-feira, 2 de abril de 2013

Brasil Energia



Energia no Brasil e no mundo
No mundo globalizado capitalista, as indústrias, especialmente as eletro intensivas, consomem grande quantidade de energia e o seu modo de produção tem sido visto como um modelo ultrapassado considerando que os recursos naturais não são tão renováveis quanto se parece e muito dos recursos explorados, já se encontra em declínio como o caso do carvão e do petróleo.
A geração de energia limitada tem levado à remodelação de equipamentos que venham consumir uma menor quantidade de energia em seu trabalho.  Energias alternativas tem sido pesquisadas e algumas tem se tornado atualmente, substitutas das então energias convencionais.
Usina eólica
A biomassa, especialmente o tipo que envolve a produção canavieira, tem levado a estudos da produção quanto geradora de álcool combustível (o etanol). Outras culturas utilizadas produziram, no Brasil, o álcool etílico obtido da produção da mandioca, outras ainda são utilizadas para serem adicionados a combustíveis convencionais como o óleo de dendê gerando o biocombustível.
A maior dificuldade destas novas matrizes são as dificuldades apresentadas nos custos de produção, já que o capital inicialmente investido é empregado como tecnologia de ponta e laboratórios de pesquisa.
A energia limpa é atualmente escolhida para bancar o desenvolvimento e o progresso exigido por uma comunidade global. São essencialmente não poluentes, ou seja, os resíduos lançados no ambiente produzem um mínimo de agressão ao meio. A proposta é o de trabalhar com dispositivos e sistemas que possam resgatar os recursos utilizados no desencadeamento da produção de energia de maneira sustentável, ou seja, o próprio ambiente teria meios de resgatar, recuperar aquilo que foi utilizado de forma auto-sustentável. Certamente a natureza tem condições de se recuperar, entretanto o homem necessita diminuir o ritmo de exploração destes recursos.

Brasil e sua matriz energética
Considerando o Brasil como um país que apresenta relevo com muitos aclives e declives, no setor agrícola, cada cultura deve ser plantada em espaço adequado. No que se refere a produção de biomassa suas atividades geralmente são mecanizadas.
Verdadeiras empresas capitalistas, inclusive transnacionais, as comandam sendo que seu trabalho tem o foco para o mercado global em larga escala. A atividade atende a uma organização complexa, mas que alcança consumidores finais e industriais como as plantations (atividade monocultural de exportação como a produção de cana de açúcar) e que atende as usinas que transformam o produto em açúcar e álcool e exportam para o mercado mundial atendendo quando possível o mercado interno.
Atualmente a tecnologia agrícola empregada, tem se apresentado para reforçar a produção bem como na diversificação de uso do produto obtido. É o caso da cana de açúcar que hoje em dia não se perde nada, todos seus subprodutos são utilizados até o bagaço para a geração de energia e do vinhoto (de alta acidez) que na atualidade retorna a terra para a adubação do solo.


A matriz energética do petróleo


O Brasil é o 15° maior produtor de petróleo do mundo. Até 1997, o monopólio do petróleo no Brasil, pertencia a Petrobrás. A partir de hoje, mais de 50 companhias de petróleo estão envolvidos na exploração de petróleo. A produção de petróleo da Petrobrás, chega a mais de 2 milhões de barris (320.000 m²) de óleo equivalente por dia. É também uma grande distribuidora de produtos petrolíferos além de possuir refinarias de petróleo (14) e navios petroleiros.
Em 2006, o Brasil tinha 11,2 bilhões de barris (1,78 × 109 m²), a segunda maior reserva provada de petróleo na América do Sul depois da Venezuela. A grande maioria das reservas provadas estão localizadas em bacias de Campos e Santos, na costa sudeste do Brasil. Em novembro de 2007, a Petrobrás anunciou que acredita que o Campo petrolífero de Tupi, na camada de pré-sal, tem entre 5 e 8 bilhões de barris (1,3 × 109 m²) de óleo de alta qualidade  e os campos vizinhos podem até conter ainda mais, como o campo da Carioca o que poderia resultar no Brasil, se tornando um dos os maiores produtores de petróleo do mundo.

A matriz energética hidráulica
A principal matriz energética do Brasil é a hidráulica, 80% do total consumido no Brasil e o segundo maior no mundo. Grande quantidade de energia utilizada no país, 70%, é consumida pelo setor industrial e que é subsidiada pelo governo; 45% do total em energia elétrica.
O setor de transportes apresenta-se como o maior consumidor de combustíveis derivados de petróleo outrora muito dependente (85% em 1979) mesmo ocorrendo a desregulamentação e o fim do monopólio da Petrobrás.
No setor industrial, a metalurgia e o setor de alumínio são os que mais consomem energia.

Pontos positivos e negativos da matriz energética brasileira
O sistema elétrico brasileiro, de matriz hidráulica, apresenta uma relativa vantagem ambiental quando não acarreta danos ambientais em sua geração, entretanto inunda áreas produtivas agrícolas retirando o potencial de produção rural não considerando a perda de terra com o sistema de transmissão (torres).
Como funciona uma usina hidrelétrica?
https://youtu.be/9lX-71NXnwA

A geração por termelétricas com a queima de carvão ou petróleo produz gases poluentes. A geração termelétrica nuclear produz resíduos materiais radioativos.

Vantagens da matriz energética hidráulica
O Brasil apresenta condições favoráveis para a geração hidrelétrica como:
- relevo planáltico, clima tropical, densa rede hidrográfica e conta com as maiores bacias hidrográficas do mundo a Amazônica e a do Paraná.
A bacia Amazônica possui um potencial hidráulico acima de 100.000 MW entretanto baixíssimo potencial hidráulico instalado (capacidade instalada) ou seja que gera efetivamente energia, no caso da bacia Amazônica menos de 1%.
Na bacia do Paraná encontra-se o maior potencial hidráulico instalado do Brasil. A UHE de Itaipu e a maior usina hidrelétrica do Brasil 12.600 MW instalados e ampliação para 14.000 MW e supre 20% das necessidades do país.
Atuam neste espaço o sistema Furnas (com 10 usinas hidrelétricas, inclusive Itaipu e duas usinas termelétricas) que também participam as bacias, além do Paraná a do Paraguai, Atlântico, Leste, Tocantins, a CESP com 6 usinas hidrelétricas, a Tiete com 10 usinas hidrelétricas, a Duke Energy com 8 usinas hidrelétricas, A CEMIG, que também atua na bacia do São Francisco com 42 usinas hidrelétricas no total, três usinas termelétricas, uma usina eólica, a Copel com 17 hidrelétricas, 1 termelétrica.
Na bacia do São Francisco a Companhia Hidrelétrica do São Francisco possui 10 usinas hidrelétricas e 2 termelétricas entre elas Paulo Afonso, Sobradinho, Boa Esperança, Itaparica, Xingó. Tem o apoio da usina de Tucuruí, da bacia do Tocantins.
Na bacia Amazônica a Eletronorte capta energia da transmissão de usinas como Tucuruí (bacia do Tocantins) possui 11 termelétricas e 4 hidrelétricas entre elas Balbina.
A energia nuclear no Brasil e produzida em Angra dos Reis (RJ) com capacidade de geração para 657 MW (Angra 1) e1.350 MW (Angra 2). Em conjunto oferecem energia para abastecer o estado do Rio de Janeiro ou 3% do consumo nacional. Sua localização estratégica deve-se a sua posição próxima dos grandes centros urbanos nacionais - Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.
Os problemas relacionados a esta matriz encontram-se em onde dispor os resíduos radioativos gerados pela usina, sua manutenção e armazenamento.

terça-feira, 19 de março de 2013

Capitalismo Industrial


Capitalismo Comercial e Industrial
As grandes navegações é efeito direto dos sucessivos impedimentos da circulação de bens e mercadorias provenientes da Ásia na região Otomana. A partir do séc  XV da nossa era cristã. Estados e nações iniciam, expedições que viabilizassem, por meio de rotas alternativas, alcançar as Índias, o Japão e a China. (Destacam-se, pelo seu poderio naval Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Países Baixos).São momentos de grandes descobertas, anexação de territórios, infelizmente da prática da escravidão nos espaços conquistados. 


O objetivo é alcançar a Ásia costeando a África, ou alternativa que possa alcançar as Índias e o Extremo Oriente. As especiarias, os metais preciosos (ouro e prata), entre outros estão nos planos deste novo empreendimento.


Conquistando territórios, estes Estados acumularam lucros. Sua prática econômica era o Mercantilismo que controlava o mercado entre a colônia (território dominado) e a Metrópole (potencia dominadora) estipulando com quem a dominada deveria realizar seu comércio e qual deveria ser o valor de sua mercadoria. Freqüentemente a única parceira comercial da colônia era sua metrópole. 


Este período que permitiu a acumulação de capital por trocas comerciais vantajosas beneficiando os burgueses europeus (comerciantes) ficou conhecido por Capitalismo Comercial. 

Importante entender que a interferência direta dos governos europeus e suas forças militares garantiam a manutenção deste status e as vantagens nas negociações comerciais entre metrópole e colônia. Seu interesse direto estava nos metais preciosos, pois a riqueza de um país era medida pela quantidade de ouro, prata e pedras preciosas que possuísse. 



Capitalismo Industrial

Com a alta demanda de produtos para o mercado e um conjunto de fatores favoráveis presente (transporte, matéria prima, energia, mão de obra, tecnologia) além do capital acumulado pelo Capitalismo Comercial, os empreendedores burgueses não duvidaram que o momento fosse o de mudar o modo de produzir, que era artesanal (feita pelas mãos dos homens artesãos) para o modo de produção industrial, feita pela máquina. 
A partir deste momento o artesão, que dominava técnicas de produção artesanal do produto, passa a ser contratado como assalariado para produzir em larga escala para o empreendedor fabril, o dono da fábrica ou do meio de produção.
O início das indústrias está relacionado com a tímida e limitada produção têxtil cuja matriz utilizada era a força hidráulica para movimentar as máquinas de tear mecânicas por meio das rodas d’água. As unidades fabris deveriam estar próximas dos rios, portanto a energia hidráulica impulsionava a indústria têxtil. A indústria da fundição de metais no século XIX substituía a lenha da madeira na produção, pelo carvão mineral que apresentava a qualidade de elevar mais a temperatura na fusão de metais através do seu alto poder calorífico. Simultaneamente os inventos do motor a explosão possibilitou o uso do vapor do carvão como energia de impulsão de máquinas, entre os exemplos, em especial para transportes, temos as locomotivas e os navios a vapor. Sendo assim as empresas de fundição procuraram localizarem-se próximas às jazidas de carvão. Cidades industriais surgiram perto das mesmas como as inglesas Liverpool e Manchester ou Colônia e Essen na Alemanha.Esta é a 1a Revolução Industrial.

2ª Revolução Industrial desenvolve-se nos setores da produção de bens duráveis diferentes da 1ª Revolução Industrial que estava voltado para a produção de bens não duráveis com o setor da indústria têxtil e alimentício.
Os carros movidos a motor a explosão, o uso da energia elétrica para movimentação de bens eletrodomésticos, o telégrafo e a indústria petroquímica e seus subprodutos - nylon, borracha sintética, laminados, tubulações e descartáveis, são marcas de uma nova fase que surge com as inovações tecnológicas que vem ocorrendo no setor industrial.

Na escala de atender e organizar os setores de produção temos:- Indústrias de base ou de bens de produção, recebem matéria prima e realiza a transformação necessária para as indústrias enviar às indústrias de bens de consumo. Exemplo as indústrias siderúrgicas recebem o minério de ferro, das indústrias extrativas, e os transforma em chapas que serão enviadas para as empresas automobilísticas produzirem carros e ainda o principal produto siderúrgico, referência de desenvolvimento industrial: o aço.
Assista o vídeo http://youtu.be/CMGe7yuCHqE

Indústria de bens de capital – são as que incorporam tecnologia e concretizam com o desenvolvimento de máquinas e equipamentos de alto valor agregado e cientifico. Estão voltados para a melhoria dos processos e procedimentos industriais e sua produtividade, controle e qualidade.
Novos inventos, experimentação e inovações são necessários. Novas respostas são necessárias para os problemas que se encontram na sociedade de consumo e tecnológica. As empresas acabam trabalhando em um ritmo de investimento, muitas vezes no limite de sua capacidade. Frentes de PxD (Pesquisa e Desenvolvimento) são essenciais bem como verbas e reinvestimentos que as vezes, dependendo do setor industrial pode chegar a 40%, como é o caso do setor de bens de produção – química , petróleo e petroquímica. Dupont, Rhodia. Fusões também são freqüentes permitindo a junção de know-how e conhecimento sobre determinadas áreas como a eletrônica e bens duráveis como a Walita-Phillips ou a Sony-Ericsson entre outros.


- Indústria de bens de consumo – São os bens de consumo rápido. Fazem parte deste setor as empresas que, recebendo matéria prima, as transformam em produtos de consumo final. Exemplo a indústria de calçados recebeu couro dos curtumes para produzir sapatos ou a de alimentos como a produção de laticínios e seus derivados do leite: queijo, manteiga, iogurte, creme de leite.


O lucro, que no Capitalismo Comercial era obtido pela diferença do valor do produto entre seu momento de compra e de venda, no Capitalismo Industrial estará relacionado diretamente ao quanto o empresário industrial irá pagar pelo trabalho realizado pelo trabalhador, ou seja, quanto será o valor de seu salário. Esta diferença, que é o lucro do empresário na sua produção chama-se de mais valia.


As indústrias no mundo

A organização do espaço possibilita e intensifica a circulação de riquezas. A infra-estrutura representada por segmentos essenciais como rodovias, ferrovias, hidrovias, aerovias, rede bancária e financeira, produção do saber (ciência e tecnologia) cristaliza e expande suas ações e influencia no mercado consumidor e conseqüentemente no espaço de formação de opinião. Possibilita também as alternativas e opções de atuação.

Atualmente a produção do espaço tem levado em conta a flexibilização de mecanismos que com facilidade respondem às necessidades do mercado consumidor. As unidades de produção atuais passaram por 3 revoluções industriais:



I- Revolução Industrial – a partir de 1750 , mecanização dos processos de produção por meio da máquina a vapor no transporte locomotiva, industria têxtil. Matéria prima era o carvão.

II Revolução Industrial –a partir de 1820 – mecanização dos processos de produção por meio do motor a gasolina ou base petrolífera. Descobrimento da eletricidade e o desenvolvimento dos bens duráveis especialmente as de linha de produção de eletrodomésticos.


III Revolução Industrial – a partir de 1970 – É a revolução tecnocientífica em que se revê a proposta do uso de energia eletro intensivas e o pensamento da preservação dos recursos naturais, a robótica, a informática, a biotecnologia, as telecomunicações, a internet. Um novo método de trabalho, de produção tecnológica de modelo de produção é proposto.


A tecnologia é fundamental neste momento, pois dela depende o ritmo e o andamento do atendimento das demandas e necessidades de mercado, portanto Tecnologia x Indústria A produção mundial de bens e serviços inicia-se com a circulação de riquezas em especial as de consumo. Quando o homem começa a dominar a produção e desenvolveu tecnologia inicia o processo de domínio do espaço.

sábado, 6 de outubro de 2012

Bacias Hidrográficas no Brasil


As bacias que são destaque no Brasil estão no mapa abaixo:

Bacia Amazônica – A maior bacia hidrográfica do mundo em volume de água em número de rios com mais de 6.110.000 km2 de área. Inclui o maior rio do mundo, o rio Amazonas e possui 12% de toda a água doce existente no planeta. Está no espaço da maior floresta equatorial continua do mundo a Floresta Equatorial Amazônica. Para o desenvolvimento da economia local este bem natural é essencial não só pela atividade extrativa como atende também o transporte fluvial.

Bacia do Paraná – É a segunda maior bacia do Brasil, tem importância fundamental no desenvolvimento econômico sul-americano. Seus maiores e mais importantes formadores são os rios Paraná, Uruguai e Paraguai. Percorre uma extensa área planáltica, portanto gera energia hidrelétrica além de ser utilizado, atualmente, no transporte hidroviário com maior freqüência.
Apresenta o maior desenvolvimento econômico do pais. 32% da população dos pais vive neste espaço, 90% em áreas urbanas. Esta população e seu crescimento urbano encontra-se próximo dos seus recursos hídricos aumentando a demanda diminuindo a disponibilidade de água por outro lado à contaminação por efluentes domestico, urbano e industrial intensifica-se. Encontra-se no espaço da Mata Atlântica e do Cerrado.

Bacia Tocantins AraguaiaGrande potencialidade na produção agrícola irrigada, cultivo de frutíferas, arroz e grãos. Estende-se por 11%  do Brasil, situa-se em grande parte na Região Centro Oeste, nascendo  nos rios Araguaia e Tocantins desaguando na foz da bacia do Amazonas.
Esta em contato com a Floresta Amazônica e Cerrado. O desmatamento intensificou-se com a ação antrópica do homem – construção de Tucuruí e rodovia Belém – Brasília, atividades agro pastoris e mineração e instalação de industrias madeireiras.


Bacia do Paraguai O rio Paraguai drena esta bacia, cuja nascente encontra-se no Brasil, abarca 1% da população brasileira, 85% em área urbana, pertence ao espaço do Cerrado e Pantanal. A expansão antrópica faz-se com as atividades relacionadas a pecuária e a soja, cana de açúcar.

Bacia do Uruguai – O rio Uruguai, formado pelos rios Canoas e Pelotas, suas atividades estão relacionadas a agroindústria e produção de energia hidráulica. O espaço envolve a Mata de Araucária e a Mata Atlântica, severamente devastadas.

Bacia do Rio São Francisco – Historicamente conhecido como rio da Unidade Nacional ou rio dos Currais, nasce na Serra da Canastra, cruza o semi árido nordestino planáltico e com 2700 km de extensão chega ao Atlântico entre Alagoas e Sergipe. Capta 8% das águas superficiais do território brasileiro pertencendo ao Cerrado a Caatinga.
A vocação agrícola e a de destaque e atende 8% da população do Brasil. Esta sujeita as irregularidades climáticas, cheias e vazantes, portanto torna-se vulnerável no abastecimento. Localiza-se as usinas de Três Marias, Queimado, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó.

Bacia Atlântico Nordeste Oriental – Equivale a 3% do território nacional e área econômica industrial de importância tendo 13% da população nacional. Encontra-se no antigo espaço da Mata Atlântica, Caatinga, Cerrados e Vegetação Litorânea, devastadas para o plantio canavieiro no período colonial e a introdução da pecuária no sertão.

Bacia Atlântico Nordeste Ocidental – Região ocupada por 3% da população brasileira, com 60% em espaço urbano. Drena 1% das águas superficiais do Brasil que atende diretamente o consumo humano por água (64% do total) e 17% para irrigação. Esta no espaço da Floresta Equatorial, restingas com desmatamentos voltados para atividades agrícolas inadequadas.

Bacia do rio Parnaíba Ocupa quase 4 % do território nacional, com 1400 km de extensão o rio Parnaíba, rio perene promove o desenvolvimento econômico e social da região, 56% da população abastece-se de seus recursos.

Bacia do Atlântico Leste Drena 4% do território brasileiro com uma vazão de 0,9% das águas superficiais do Brasil. Tem 8% da população total do pais sendo que 70% encontram-se nas áreas urbanas. Encontra-se no espaço da Floresta Atlântica, Caatinga, Cerrado, Vegetação Litorânea alteradas pela implantação dos canaviais, cacaueiros, extrativismo madeireiro.

Bacia Atlântico Sudeste Grande concentração urbana, populacional e econômica existe falta de disponibilidade de água. Ocupa uma área de 2.7% do território brasileiro com uma concentração de 15% do total da população brasileira, 89% concentradas nas áreas urbanas. Apresenta intensa ocupação das áreas de mananciais.

Bacia Atlântico Sul Drena área equivalente a 2% do território nacional, o setor do turismo destaca-se. 10% da população brasileira, 85% assentados em áreas urbanas sendo 80% do total abastecidos por suas águas com baixo atendimento em esgoto. Encontra-se no espaço da Mata Atlântica severamente substituída apenas 12% preservada.

Pesquisa: Como está o planejamento dos recursos hídricos no Brasil? Quais são as demandas destes recursos?
http://atlas.ana.gov.br/Atlas/forms/Home.aspx

Quais são os rios navegáveis e com potencial hidráulico no Brasil?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Terra - Projeções Cartográficas


A confecção de mapas que nos orientam no nosso dia a dia está a cargo da Cartografia.


Os mapas topográficos temáticos são os mais utilizados. Os mapas topográficos geralmente são mais detalhados, em função das grandes escalas adotadas. Sua função é representar, num plano, fenômenos horizontais, como áreas urbanas, agrícolas e populações e verticais, como a amplitude do relevo.
                                       Mapa Topográfico 


Os mapas temáticos são aqueles que demonstram um único tema, específico, tal como população, relevo, área urbana, rural entre outros.
São geralmente menos detalhados e, portanto, apresentam pequenas escalas. 
Qualquer projeção cartográfica apresenta distorção da realidade exceto as plantas. Essas, por serem excessivamente detalhadas e representarem uma área muito pequena, a ponto de não se considerar a esfericidade da Terra, é a única projeção não distorcida.
Os três principais tipos de projeções cartográficas são:  conforme, equivalente e azimutal (ou eqüidistante).

A conforme, cujo idealizador foi Mercator, apresenta os ângulos formados pela inclinação da Terra idêntica a realidade. 
                           Projeção de Mercator 

No contexto de sua idealização, a Europa vivia um período de expansão marítima. Conquistando terras e dominando povos, os países europeus passaram a se firmar como potências. 
Na projeção conforme, a Europa é posta no centro da Terra, superior e maior que todos os demais países. Tal distorção evidencia a visão de mundo eurocêntrica de Mercator, representando cartograficamente o etnocentrismo europeu.
Na projeção equivalente, onde há proporcionalidade de áreas, há grande distorção da realidade. 

                          Projeção Equivalente 

Os países de baixa latitude (subdesenvolvidos) apresentam área bem maior que os de alta latitude (desenvolvidos).  Idealizada por Peters,  a projeção equivalente, embora não rompesse totalmente com o eurocentrismo, representava, cartograficamente, os anseios dos países recém-independentes e subdesenvolvidos no pós Segunda Guerra Mundial: receberem o mesmo tratamento que os países ricos.

                            Projeção Azimutal 
A projeção azimutal ou equidistante é atualmente a mais utilizada, sobretudo para fins didáticos e traçados de rotas marítimas, em função das distâncias representadas corresponderem a realidade.

   O sensoriamento remoto, bastante eficaz na localização e orientação terrestre, é o conjunto de técnicas aplicadas na captação e registro de imagens  distantes. A captação se dá através de diversos sensores. O sistema utilizado é o SIG, Sistema de Informação Geográfica, que corresponde à junção de mapas, tabelas e informações  diversas armazenadas por um banco de dados computadorizado e GPS (Sistema de Posicionamento Global). Constitui um excelente mecanismo de planejamento urbano e rural.

Escala

A escala é uma ferramenta importante da Geografia e que tem a capacidade de reduzir, superfícies, objetos do cotidiano do espaço a uma imagem proporcional e exata. O mapa, por exemplo, é uma imagem reduzida de uma determinada superfície. Ela pode apresentar-se de duas maneiras:
1.Escala Gráfica – Em que é representada por segmento graduado (em centímetros) possibilitando a leitura dos elementos reduzidos de forma direta.
Exemplo 1 cm = 3km

   Escala Numérica – Relaciona a grandeza real do elemento geográfico com sua representação no mapa de forma proporcional, ou seja, como exemplo, 1 cm no mapa equivale 300.000 vezes o real. 


 Veja se você consegue fazer o exercício abaixo que se encontra http://www.igc.sp.gov.br/educacional/arquivos/calcule_as_distancias.pdf

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Terra - Orientações Cartográficas


Com o domínio de seu espaço e com a expansão de seus horizontes geográficos o homem aperfeiçoou instrumentos que facilitassem suas orientações. Desenvolveu muitos recursos: rosa dos ventos, o astrolábio, o sextante, o cronômetro para medir o tempo de suas viagens, para auxiliá-lo no seu espaço. Até então se utilizava os acidentes geográficos como pontos de referência nas suas trajetórias – montanhas, colinas, serras, rios... Os céus tornaram-se seu limite na medida em que, mapeando o espaço extraterrestre tomou a Lua e o Sol como ponto de partida para suas aventuras.




Com o avanço da ciência surgia a Astronomia, outrora Astrologia que muito auxiliou na construção de calendários para exatamente identificar dias, estações e tempos cujo objetivo era o de desenvolver instrumentos capazes de auxiliar nas atividades da agricultura, ou seja, saber os momentos de plantio agrícola e de suas colheitas.

Assim como os mapas servem para localização e orientação, a Rosa dos ventos auxilia o homem na expansão dos seus horizontes e de suas conquistas. Contém os Pontos Cardeais, Colaterais e Subcolaterais.




O homem dominando seu espaço, ampliou suas conquistas, avançando a horizontes então desconhecidos. Percebeu que havia necessidade de fazer demarcações destes locais, surgindo portanto, novas necessidades e instrumentos de ajuda em sua localização. Cria-se as Latitudes e Longitudes ou então denominados Paralelos e Meridianos.
Assista agora, para entender melhor este princípio de Localização, as aventuras do Geodetetive:

https://www.youtube.com/watch?v=2eJI_7UxwGM

As coordenadas geográficas são linhas imaginárias traçadas no globo terrestre denominada longitudes e latitudes.

Os pontos de referência são a linha do Equador (0º graus) para as latitudes também chamadas de paralelos. Para as longitudes a referência é o meridiano de Greenwich, (0º graus). As longitudes também são conhecidas por linhas perpendiculares ou Meridianos. A função das coordenadas geográficas é localizar qualquer coisa na superfície terrestre- pessoas, objetos, animais, fenômenos naturais entre outros. No entanto, quando se fornece apenas latitude e longitude, a coordenada não fica tão clara e objetiva. A identificação de minutos (‘) e segundos (” ) contribui, mas o ideal seria a localização em quilômetros, metros e/ou centímetros, como fazem os GPS.
Assista o vídeo Coordenadas Geográficas:
https://www.youtube.com/watch?v=4naXR6xouXU

                              Mapa Mundi

Paralelos: são linhas na horizontal.

O paralelo principal é a linha do Equador


Principais Paralelos:
- Equador (0º)
- Trópico de Câncer (23º 27' N)
- Trópico de Capricórnio (23º 27'S)
- Círculo Polar Ártico (66° 33' N)
- Círculo Polar Antártico (66° 33' S)

Meridianos: são linhas verticais que ligam um pólo a outro pólo da Terra. O Meridiano principal divide a Terra em dois hemisférios: Leste e Oeste ou Ocidental e Oriental e é chamado de Meridiano de Greenwich.
Principal Meridiano:
- Meridiano de Greenwich (0º)
e divide a Terra em dois hemisférios: Norte e Sul.

Para treinar localização e sistema de coordenadas sugiro download de Batalha Naval - Fleet Battle em 
https://play.google.com/store/apps/details?id=de.smuttlewerk.fleetbattle&hl=pt_BR

                    Mapa Mundi – Fusos Horários


Fontes Bibliográficas e consulta

Terra - Movimentos


O deslocamento da Terra no espaço, movimentando-se ao redor do Sol, com seu eixo levemente inclinado, permite a sequência de fenômenos no planeta Terra que denominamos de estações do ano.

Esta dinâmica possibilita verificar diferentes durações do dia e da noite ao longo do ano. Elas se destacam especialmente quando acontece:
Solstício corresponde à diferente iluminação terrestre entre os hemisférios norte e sul. Nessa época, o hemisfério norte (ou sul) recebe mais energia solar do que o outro. Dessa forma, quando é verão no norte, no sul é inverno e vice-versa. 
Equinócios, ambos os hemisférios recebem luz por igual. E os raios solares incidem perpendicularmente à linha do equador. Nas zonas tropicais os raios solares incidem perpendicularmente. 
           ESTAÇÕES DO ANO para hemisfério Sul

Verão - 21 de dezembro a 23 de março
Outono - 23 de março a 21 de junho
Inverno - 21 de junho a 23 de setembro
Primavera -23 de setembro a 21 de dezembro

Com o domínio de seu espaço e com a expansão de seus horizontes geográficos o homem aperfeiçoou instrumentos que facilitassem suas orientações. Desenvolveu muitos recursos: rosa dos ventos, o astrolábio, o sextante, o cronometro para medir o tempo de suas viagens, para auxiliá-lo no seu espaço. 
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f7/Using_the_sextant_edit1.gif
Até então se utilizava os acidentes geográficos como pontos de referência nas suas trajetórias  montanhas, colinas, serras, rios... Os céus tornaram-se seu limite na medida em que, mapeando o espaço extraterrestre tomou a Lua e o Sol como ponto de partida para suas aventuras.
Com o avanço da ciência surgia a Astronomia, outrora Astrologia que muito auxiliou na construção de calendários para exatamente identificar dias, estações e tempos cujo objetivo era o de desenvolver instrumentos capazes de auxiliar nas atividades da agricultura, ou seja, saber os momentos de plantio agrícola e de suas colheitas.



















Verifique o vídeo sugerido abaixo que trata com mais detalhes os movimentos da Terra no espaço
                
Identifique os demais  planetas do Sistema Solar. Observe as estrelas e as constelações que nos circundam-

Veja o simulador de raios solares sobre o planeta Terra ao longo do ano.

Climas - Fatores e Elementos


Influências que podem alterar a qualidade e as características do clima em uma região -

Umidade
A umidade e a concentração de vapor de água na atmosfera em um determinado espaço
A umidade relativa e a relação entre a umidade absoluta (quantidade de vapor existente no ar) e o ponto de saturação (capacidade limite de reter este vapor sem precipitação . Quando se atinge a capacidade de saturação formam-se nuvens, a água e liberada na forma de chuva.
Pressão Atmosférica
E o peso do ar em um determinado lugar  produzida pela ação da gravidade.

Ventos e Massas de Ar
As diferenças de temperatura são os responsáveis pela dinâmica das massas de ar, o movimento do ar. Quanto maior for a diferença de temperatura entre os elementos mais radical sera o fenômeno desencadeado.

Pressão Atmosférica x Altitude
Quanto maior for a altitude menor será a pressão atmosférica, ao contrario, também quanto menor a altitude maior será a pressão atmosférica.
Latitude
Quanto menor for a latitude menor sera a pressão, portanto, quanto menor for a latitude maior será a temperatura local, em media, já que o local se encontra próximo do Equador, onde os raios solares atingem com maior incidência no ambiente. Ao contrario quanto, mais distante do Equador, maior for a latitude, a tendência das temperaturas e de queda, temperaturas, em media, mais baixas.

Podemos dividir a superfície terrestre em categorias térmicas 
Baixas latitudes
Onde a incidência dos raios solares é intensa ao longo do ano.
Predomina nesta faixa os climas quentes: Equatorial e Tropical, temperaturas elevadas e precipitações constantes.
Esta faixa estende-se entre os Trópicos de Capricórnio e Câncer. Áreas ciclonais.

Médias latitudes
Onde a incidência dos raios solares é bem definida com maior incidência de Sol no verão, e de menor intensidade no inverno. As estações do ano são bem demarcadas. Esta faixa limita-se aos Trópicos e Círculos Polares.

Altas latitudes
Os raios solares neste espaço passam tangenciando a superfície terrestre o que produz um menor efeito térmico, permitindo temperaturas mais baixas, climas rigorosos. Esta região está delimitada pelos Círculos Polares. Áreas anticiclonais.

Grandes latitudes  baixas temperaturas  massas de ar frias
Baixas latitudes  altas temperaturas  massas de ar quentes
                                                                
Altitude
Quanto maior for a Altitude menor será a Temperatura  a cada 100 metros a temperatura cai 0,5 grau Celsius em media.

Maritimidade x Continentalidade
Quanto maior for a proximidade das superfícies da região observada de superfícies aquáticas, maior umidade, ao contrario quanto maior for o distanciamento desta superfície dos espaços úmidos tanto menor será a umidade  do ar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Rochas


Rochas Magmáticas
Essas rochas são resultados da solidificação e consolidação do magma (ou lava).
O magma é um material pastoso existente no interior da Terra. Podem ser de dois tipos:
Vulcânicas (ou extrusivas -f) - são formadas por meio de erupções vulcânicas, através de um rápido processo de resfriamento na superfície. Alguns exemplos dessas rochas são o basalto.
Plutônicas (ou intrusivas -c,d) - são formadas dentro da crosta por meio de um processo lento de resfriamento. Não há contato com o ar atmosférico, exemplo é o granito.
ha sedimentar
As rochas sedimentares fazem parte de 75% da superfície dos continentes, são as rochas formadas através do acúmulo de detritos, que podem ser orgânicos ou gerados por outras rochas. Classificam-se em:
Inorgânicas ou Detríticas - são as rochas formadas a partir de detritos de outras rochas. Alguns exemplos são o arenito,varvito.
Quimiogênicas - resultam da precipitação de substâncias dissolvidas em água, exemplos  é o sal gema, as estalactites e as estalagmites.
Orgânicas - são rochas formadas por restos de seres vivos. Alguns exemplos são o calcário , formado através dos resíduos de conchas de animais marinhos, o carvão, formado a partir dos resíduos de vegetais.
Concentração de carvão em determinados minerais
  - do tipo turfa com aproximadamente 60% de carbono.
 - do tipo lenhite (linhita) com aproximadamente 70% de
   carbono.
 - do tipo hulha com aproximadamente 80 a 85% de 
   carbono.
 - do tipo antracite (antracito) com aproximadamente 90% de carbono.
Rochas Metamórficas
As estruturas geológicas podem ser primárias, que são aquelas originadas na formação das rochas sedimentares e magmáticas, tais como a estratificação sedimentar e estruturas de fluxo em magmas, e tectônicas, que são originadas por deformação das rochas sobre a ação de forças. Alta temperatura e pressão transformam a rocha. Exemplo
Rocha magmática - Granito – temperatura + pressão = Gnaisse
Rocha sedimentar – Arenito – temperatura + pressão = Mármore

Pesquisar conceitos, tipos, formação das rochas no site - 
http://www.rc.unesp.br/museudpm/rochas/index.html 
Importante site para se ter acesso a um Manual de Mineralogia - http://www.webmineral.com

Fonte Bibliográfica e de Consulta
http://www.geologo.com.br/
http://www.anp.gov.br/
http://www.cprm.gov.br/
http://www.dnpm.gov.br/
http://geology.com/
http://www.ibgm.com.br/
http://www.petrobras.com.br/pt/
http://www.sbpbrasil.org/