segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Brasil Região Sudeste



Características Naturais

O espaço extremamente ondulado, solos férteis, recebe o nome de “Mares de Morros”, com altitude que variam de 0 a 2890 metros, tem as áreas mais elevadas nas Serras da Mantiqueira, Canastra e Espinhaço, dominando, portanto, o espaço de planaltos com estreita faixa de planícies litorâneas.

Por encontrar-se entre os trópicos em sua maior parte é destaque o clima tropical, tropical de altitude, tropical úmido e subtropical.

Os espaços mais expostos à influência oceânica (maritimidade) possibilitam a formação da floresta tropical e Mata Atlântica, conforme dirigimo-nos para o interior, a umidade diminui pesar da influência das massas equatoriais da Amazônia (MEC) há o domínio dos cerrados (campos limpos mesclados por arbustos).

Ocupação do Espaço
A ocupação do espaço desta Região está relacionada com as descobertas a partir do século XVI, com a ocupação do espaço canavieiro, a instalação de usinas produtoras de açúcar na Capitania de São Vicente. Com a descoberta de ouro no final do século XVII, trouxe um grande número de migrantes de diversos lugares inclusive de Portugal.

Os escravos eram trazidos das decadentes lavouras canavieiras do Nordeste para as de mineração que tiveram seu auge no século XVIII. Núcleos urbanos rapidamente se desenvolveram ao redor das áreas de exploração mineradora de Ouro Preto (antiga Vila Rica), Mariana, Congonhas do Campo, Tiradentes, São João Del Rei, além das áreas portuárias de escoamento de minério como Rio de Janeiro, Parati, Vila de Iguape. Simultaneamente, a agricultura e a pecuária desenvolveram-se para dar suporte à economia local de minérios.

Substituída pela produção de café, com a acentuada queda da extração de ouro, tornou-se o principal produto agrícola a partir do século XVIII e XIX. O trabalho escravo é redirecionado para a produção agrícola cafeeira até a abolição dos escravos (1888).

A produção do café principalmente desenvolveu-se no Vale do Paraíba Fluminense ocupando o Vale do Paraíba Paulista, Campinas, Sorocaba e Oeste Paulista até o norte do Paraná.

Uma infraestrutura de transportes foi montada, as estradas de ferro são implantadas para o escoamento da produção para o porto de Santos.

A entrada de imigrantes foi oportuna e necessária para substituição da mão de obra escrava. Equipamentos, modernização de portos tiveram investimentos do Estado e do capital cafeeiro. São Paulo tornou-se centro do comércio cafeeiro.


Indústria em São Paulo

O início da industrialização na cidade de São Paulo inicia com a instalação das indústrias em torno das ferrovias próximas aos bairros como Brás, MoócaBelenzinho, Barra Funda, Água Funda aonde vão se instalar os operários destas fábricas, maioria de imigrantes que vieram trabalhar na agricultura cafeeira. Nesta época, montadoras já existentes como a General Motors e a Toyota possuem galpões alugados no bairro do Ipiranga (1925).

Além do capital e por possuir maior infra-estrutura, mão de obra imigrante, mercado, abastecimento, comercialização da produção, eficiência e redução de custos de transportes via ferrovia, proximidade de portos para exportação, facilitou a aceleração da concentração e a diversificação industrial da cidade.

Esta aceleração econômica induziu grandes fluxos de migrações externas como internas e do campo. Nas décadas de 50 e 60 ocorre o êxodo rural mudando o perfil de concentração de população maior na cidade do que no campo.

Na década de 70 o estado de São Paulo respondia por mais de 58% da produção industrial nacional e a região metropolitana (RMC) respondia por 77,52% do valor da transformação industrial do Estado, a cidade de São Paulo 48,59 % e o interior 22,48%. As regiões industriais na capital e em sua periferia ficam congestionadas. A valorização de terrenos e impostos desestimula a atividade industrial.

Considerando a alta dos custos de produção tanto 
na capital como na região metropolitana relacionados à mão de obra, transportes, impostos e uma legislação ambiental mais vigorosa, as empresas tomaram a iniciativa de se retirarem deste espaço sendo que após 20 anos (1990) a cidade de São Paulo respondia por 30% do valor da transformação industrial a RMSP 58,92.% e o interior do estado 41,07%.Fonte: FIESP/CIESP, 1982 e 1984; IBGE - Censos Industriais de 1970, 1980,1985; MTB - Anuário RAIS de 1985, 1990 e 1991; SENAI/DPEA, 1980 e 1981

Os números de estabelecimentos industriais fixaram-se principalmente ao longo dos principais eixos rodoviários Dutra, Raposo Tavares, Anhanguera, Regis Bittencourt, Washington Luis, Anchieta, Castelo Branco.

No início do século XXI, Pesquisa Industrial Anual (IBGE 2005) mostrou que a Região Sudeste ainda concentra 63,5% do valor de transformação industrial com 54,3% dos postos de trabalho, Sul com 17,7 % de VTI e 25,2% dos postos, Nordeste com 9,3% de VTI e 12,4% dos postos, Centro Oeste com 3,7% de VTI e 4,5% dos postos, Norte com 5,8% do VTI e 3,6% dos postos.

Houve perdas de postos de trabalhos, na desconcentração em São Paulo e Rio de Janeiro, e ganhos para as regiões Sul, Nordeste, Centro Oeste e Minas Gerais (1996-2005), com ganhos nos setores do petróleo e álcool, indústria extrativa, metalurgia básica, transporte.

Esta desconcentração industrial vem ocorrendo, inclusive na região Sudeste por conta: busca de mão de obra mais barata, incentivos governamentais dos estados das regiões Nordeste, Norte, Centro Oeste, disputa fiscal entre Estados e municípios.

Para o estado de São Paulo a desconcentração vem ocorrendo, entretanto com certa concentração com a aglutinação das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, São José dos Campos, Santos e áreas vizinhas como Sorocaba, Jundiaí e Piracicaba denominada de macrometropole.


Cultura

O modo de ser da população é resultado das migrações que para cá vieram, configurando o modo multicultural de ser, com hábitos de comunidades asiáticas do extremo oriente (japoneses, coreanos), sírios libaneses e israelitas (Meio Oriente), africanos, europeus (italianos, portugueses, espanhóis, alemães).

As relações sociais ora ocorrem em seu restrito espaço de convivência social ora integrando-se à comunidade nacional por meio da miscigenação.

A cultura caipira no Sudeste é destaque, pois sua influência estende-se para todo o interior de São Paulo e Centro Oeste.

A cidade de São Paulo se destaca nesta região, verifique por   meio deste vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=EKQFxVNmCeQ

Bibliografia e consulta

http://www.museudacidade.sp.gov.br/bandeirante-imagens.php
http://douradocidadeonline.blogspot.com.br/2011/09/origem-caipira.html
http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/geral/port/ouro.asp
http://www.emplasa.sp.gov.br/emplasa/

Organização do Espaço Brasileiro


Economia: Brasil

O café tornou-se o principal produto agrícola de exportação do Brasil, meados do século XIX. Sua produção em escala começou em Campos (RJ) dirigindo-se ao Vale do Paraíba fluminense e depois Vale do Paraíba paulista. Sua produção era escoada para Parati (RJ) e Santos (SP).
Suas fazendas eram auto-sustentáveis e em 1850, com a abolição da escravatura, mudou-se o modelo de produção, utilizando-se mão de obra imigrante, liberando os escravos. Portanto mudanças sociais ocorreram, a economia modernizou-se o trabalho no campo assalariado ganhou espaço abrindo-se novas frentes produtoras de café que se estenderam para o interior de São Paulo em direção a Campinas, oeste paulista, norte do Paraná.
Os fazendeiros paulistas se utilizaram de boa parte dos lucros provenientes da exportação e investiram na ampliação dos cafezais, mas também no setor industrial paulista e fluminense.
Com a queda da Bolsa de Nova Iorque (1929) tanto o café como a economia brasileira dependente deste único produto exportador teve perdas com a abertura de falência de várias empresas, produtores, comerciantes.
O Brasil apesar de ser ainda o maior produtor de café do mundo e o maior exportador, vem, quanto produto, perdendo importância relativa considerando a diversificação da economia nacional. O custo de sua mão de obra também é significativo, representa 50% dos custos de produção.
Indústria
A organização do espaço industrial surgiu no início do século XIX com as oficinas artesanais (RJ, MG, SP) voltados para a produção de sabão, velas de sebo, rapé, fiação, tecelagem, alimentos, fundição de ferro e metais, lã e seda utilizando tanto mão de obra livre como escrava. Estabelecimentos manufatureiros, oficinas artesanais maiores, destacam-se entre 1831 e 1840 produzindo chapéus, pentes de tartaruga, ferraria e serraria, fiação e tecelagem, sabão e velas, vidros, tapetes e oleados.  É um setor bem restrito neste período, devido à auto-suficiência das fazendas, a falta de capitais e o alto custo da produção e os produtos concorrentes importados altamente competitivos. O Estado começou a incentivar o crescimento da indústria nacional, estimulando uma proliferação de capitais cujo destino maior foi para o setor da indústria têxtil e a contratação de mão de obra livre invés da escrava. Estabelecimentos manufatureiros multiplicam-se como a indústria metalúrgica para inclusive construir navios a vapor. Incentivos como a não taxação de impostos sobre matérias primas importados para indústrias nacionais possibilitou competir com produtos estrangeiros além de taxar os importados em cerca de 40%. A Guerra civil norte americana e a Guerra do Paraguai (1860) beneficiaram a indústria têxtil e a indústria bélica, pois acabou produzindo algodão e equipamentos bélicos fim de atender o mercado norte americano e internacional e as Forças Armadas. Na década de 70, com a decadência da cafeicultura no Vale do Paraíba e de áreas produtoras de açúcar produtores investiram no setor têxtil e em outros setores da indústria ocorrendo grande expansão. No final do século XIX e início do século XX o Brasil continuava a importar matérias primas, máquinas, equipamentos e grande parte dos bens de consumo.  
                                              
A partir da década de 30 com a queda da Bolsa de Nova Iorque e a mudança de governo, Getúlio Vargas toma a frente e impõe um modelo industrial cujo maior objetivo é o de substituir produtos importados por nacionais. A II Guerra Mundial e as dificuldades no mercado internacional facilitaram o desenvolvimento da indústria nacional. Criou-se uma infraestrutura para o setor da indústria de base e energia:
Conselho Nacional do Petróleo – cuja função era a de, no setor do petróleo, controlar a extração, refino, avaliar, fiscalizar e pesquisar - 1938
Companhia Siderúrgica Nacional – usina siderúrgica para produção de metais ferrosos e aço – 1946
Companhia do Vale do Rio Doce – extração de minérios metálicos e não metálicos- 1942
Companhia Hidrelétrica do São Francisco – geração de energia - 1945
Outro ponto positivo foi o êxodo rural considerando o enfraquecimento da produção agrícola cafeeira permite a migração para a cidade dos colonos e expande atrelada a uma política de leis trabalhista que obrigam os proprietários rurais a contratarem, em carteira, o trabalhador. O mercado de consumo interno promove também a concentração urbana industrial no espaço restrito entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais incentivados pelas indústrias locadas nesta região.
Em uma distinta fase, Juscelino Kubitschek, cria o Plano de Metas, apesar do alto endividamento público, tinha por objetivo realizar um programa de atividades na área de infraestrutura projetados para serem desenvolvidos ao longo de 50 anos em apenas 5 (1956 a 1961) a fim de eliminar os pontos de estrangulamento, ou seja, aqueles que não permitiam o desenvolvimento econômico do país.
Os investimentos voltaram-se para abertura de estradas, siderúrgicas, usinas hidroelétricas, marinha mercante e a construção de Brasília.
Os setores prioritários de seu Plano relacionavam-se
Educação – criação da UNB
Transporte - construção das rodovias radiais, perimetrais, indústria automobilística
Energia – investimentos na Eletrobrás, duplicando parque gerador
Alimentação – expansão das fronteiras agrícolas, mecanização agrícola
Indústria de base – investimentos na Companhia Siderúrgica Nacional e na Companhia Siderúrgica  Belgo Mineira
O governo JK abriu a economia para o capital internacional atraindo o investimento de montadoras de automóveis como a Volkswagen, Ford, GM instalando suas fábricas em São Paulo, região do ABC e Rio de Janeiro atraindo a migração do campo e de outras regiões do Nordeste e Norte, inclusive para a construção da cidade de Brasília.


Com o golpe militar (1964 - 1985) as políticas públicas de governo para o setor da indústria e para a economia no Brasil seguiu as diretrizes de um projeto maior de gestão denominada Plano Nacional de Desenvolvimento que tinha por objetivos:
I Plano Nacional de Metas (1972 a 1974) Objetivo:
- Crescimento econômico brasileiro estimado em 8% a 9% ao ano
- Projetos de integração nacional com Planos de Desenvolvimento Regional e empresas públicas integradas às políticas de governo como EMBRAPA – transportes, corredores de exportação, telecomunicações como construção da ponte Rio-Niterói, Rodovia Transamazônica,  hidrelétrica 3 Marias e Itaipú.






II Plano Nacional de Desenvolvimento (1974 a 1979) Objetivo:
- Estratégias para o enfrentamento da crise do petróleo e sua dependência, investimentos em energias alternativas (o álcool e nuclear), destaque no crescimento industrial de produtos químicos e fertilizantes reduzindo a dependência de bens de capital e petróleo; prioridades no setor energético, siderúrgico e petroquímico


 



 Reforma Agrária e redistribuição de terras com ocupação produtiva da Amazônia e do Centro Oeste
Consolidação de uma sociedade industrial moderna com modelo  de economia competitiva com desconcentração industrial
Indústria em São Paulo
O início da industrialização na cidade de São Paulo inicia com a instalação das indústrias em torno das ferrovias próximas aos bairros como Brás, Mooca, Belenzinho, Barra Funda, Água Funda aonde vão se instalar os operários destas fábricas, maioria de imigrantes que vieram trabalhar na agricultura cafeeira.  Nesta época, montadoras já existentes como a General Motors e a Toyota possuem galpões alugados no bairro do Ipiranga (1925).
Além do capital e por possuir maior infra-estrutura, mão de obra imigrante, mercado, abastecimento, comercialização da produção, eficiência e redução de custos de transportes via ferrovia, proximidade de portos para exportação, facilitou a aceleração da concentração e a diversificação industrial da cidade.
Esta aceleração econômica induziu grandes fluxos de migrações externas como internas e do campo. Nas décadas de 50 e 60 ocorre o êxodo rural mudando o perfil de concentração de população maior na cidade do que no campo.
Na década de 70 o estado de São Paulo respondia por mais de 58% da produção industrial nacional e a região metropolitana (RMC) respondia por 77,52% do valor da transformação industrial do Estado, a cidade de São Paulo 48,59 % e o interior 22,48%. As regiões industriais na capital e em sua periferia ficam congestionadas. A valorização de terrenos e impostos desestimula a atividade industrial.
Considerando a alta dos custos de produção tanto na capital como na região metropolitana relacionados à mão de obra, transportes, impostos e uma legislação ambiental mais vigorosa, as empresas tomaram a iniciativa de se retirarem deste espaço sendo que após 20 anos (1990) a cidade de São Paulo respondia por 30% do valor da transformação industrial a RMSP 58,92.% e o interior do estado 41,07%.Fonte: FIESP/CIESP, 1982 e 1984; IBGE - Censos Industriais de 1970, 1980,1985; MTB - Anuário RAIS de 1985, 1990 e 1991; SENAI/DPEA, 1980 e 1981
Os números de estabelecimentos industriais fixaram-se principalmente ao longo dos principais eixos rodoviários Dutra, Raposo Tavares, Anhanguera, Regis Bittencourt, Washington Luis, Anchieta, Castelo Branco.
No início do século XXI, Pesquisa Industrial Anual (IBGE 2005) mostrou que a Região Sudeste ainda concentra 63,5% do valor de transformação industrial com 54,3% dos postos de trabalho, Sul com 17,7 % de VTI e 25,2% dos postos, Nordeste com 9,3% de VTI e 12,4% dos postos, Centro Oeste com 3,7% de VTI e 4,5% dos postos, Norte com 5,8% do VTI e 3,6% dos postos.
Houve perdas de postos de trabalhos, na desconcentração em São Paulo e Rio de Janeiro, e ganhos para as regiões Sul, Nordeste, Centro Oeste e Minas Gerais (1996-2005), com ganhos nos setores do petróleo e álcool, indústria extrativa, metalurgia básica, transporte.
Esta desconcentração industrial vem ocorrendo, inclusive na região Sudeste por conta: busca de mão de obra mais barata, incentivos governamentais dos estados das regiões Nordeste, Norte, Centro Oeste, disputa fiscal entre Estados e municípios.
Para o estado de São Paulo a desconcentração vem ocorrendo, entretanto com certa concentração com a aglutinação das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, São José dos Campos, Santos e áreas vizinhas como Sorocaba, Jundiaí e Piracicaba denominada de macrometropole.

Bibliografia e consultas
http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=38
http://www.abenge.org.br/CobengeAnteriores/2004/artigos/08_190.pdf
http://fortium.edu.br/blog/ailton_guimaraes/files/2010/04/Economia-Brasileira-nota-de-aula-62.pdf
http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/historia_republica-industria-automobilistica
http://www.emplasa.sp.gov.br/emplasa/



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

As Águas e sua Geografia


O uso da água passa antes de tudo pela necessidade básica de sobrevivência da vida existente neste planeta e historicamente pela ocupação humana, em especial nos espaços ao longo dos rios, que são locais onde grandes civilizações instalaram-se iniciando um processo de formação urbana que chegou aos nossos dias. Como exemplo na Mesopotâmia, os rios Tigre e Eufrates, no vale do Rio Nilo, Egito, rio Indo na Índia, na China rios Yang-tsé-kiang, Hoang-ho, Sikiang. Praticamente seu uso estava restrito e ainda se encontra relacionado ao abastecimento direto da população, à dependência direta da fertilização das margens dos rios considerando o processo periódico das cheias do controle hídrico na formação de canais artificiais.



Com a sofisticação e a apropriação de técnicas agrícolas e de irrigação estas sociedades desenvolveram-se ou não, produzindo excedentes, riquezas, permitindo ampliação de seus horizontes, expansão de suas atividades, domínio sobre seu espaço.
Muito destes espaços tornaram-se pontos comerciais, espaço de circulação de mercadorias, serviços, produtos agrícolas, no espaço contemporâneo, de geração de energia, desenvolvimento do turismo e lazer, grandes cidades e até metrópoles mundiais. Londres, Paris, Amsterdam, e portuárias como Nova Iorque, Rio de Janeiro.
No nosso espaço como elas se manifestam? 
Elas se concretizam por meio das bacias hidrográficas. Acompanhe o vídeo abaixo:
A importância das águas está em que a base da vida deste planeta encontra-se no uso continuo e freqüente deste recurso natural. 70% da superfície deste planeta estão envolto em águas. A vida do nosso planeta está construída com base neste elemento natural.
A água permite o equilíbrio destes elementos que se estabelece em contato com o ambiente por meio de uma dinâmica toda especial, nas suas mais diversas fases  sólido líquido e gasoso, mantém o equilíbrio das temperaturas, e por sua presença, produz um circuito de atividades que harmoniza a distribuição dos seres vivos no espaço.
A água atua na superfície terrestre construindo e reconstruindo sua paisagem por meio do intemperismo químico ou físico, carregando consigo elementos naturais, erodindo, sedimentando e produzindo o solo.


Nas suas mais diferentes representações (granizo, neve, tempestade) a água é agente essencial na produção da vida e na transformação do espaço.
Considerando sua atuação como solvente universal, a água é facilmente absorvida pelo meio em que circula. Ela alimenta os cursos de água nos continentes por meio das chuvas e quando da existência de cordilheiras montanhosas elevadas, por meio do degelo das neves.

Ela pode manifestar-se escoando, superficialmente por meio dos rios e de suas redes hidrográficas.
O uso da água deve ser realizado de forma criteriosa, organizada e de maneira que, seu uso intensivo, não venha a provocar ou produzir impactos de escassez pelo seu mau uso especialmente nas cidades.
Como podemos tratá-la para nosso uso do cotidiano?

O campo, as atividades agrícolas, a irrigação são as áreas de uso que mais demanda tem deste bem, portanto é necessário saber usá-lo para não escasseá-lo.
A água disponível para consumo é muito restrita a espaços que estão altamente urbanizados.
A água não é mais um recurso mais renovável e em alguns lugares seu uso freqüente está levando ao esgotamento

Perfil topográfico de um rio
Alto curso-erosão
Médio curso-erosão e aprofundamento do leito
Baixo curso-sedimentação
As áreas onde estes cursos de água passam são denominados bacias hidrográficas. Estes espaços captam as águas das chuvas, das nascentes e de outros cursos de águas menores e o conduzem aos mares e oceanos. Eles são formados pelo rio principal e seus tributários - afluentes e subafluentes.

Condição da água no planeta Terra
Dados relevantes
- 97% da água existente no planeta Terra é salgada e ocupa mares e oceanos, 2% formam geleiras inacessíveis e apenas 1% é água doce, de lençóis subterrâneos, rios e lagos.
- 90% da água potável disponível nos países subdesenvolvidos é usada na agricultura.
- Cada pessoa precisa de 50 litros de água por dia para suas necessidades básicas.
- Cultivar um quilo de arroz normalmente consome 3.000 litros de água.
- Uma pessoa come, em média, 58 quilos de arroz por ano.
- Fabricar a farinha utilizada para assar um pão francês consome 70 litros de água.
- A produção de um litro de cerveja consome 25 litros de água.
Fonte: CGIAR (Consultative Group on International Agricultural Research)

Brasil Relevo



Os planaltos são espaço onde as atividades de erosão predominam sobre as atividades de deposição de sedimentos. Suas altitudes são superiores a 300 m.

Os planaltos brasileiros apresentam serras, morros, cuestas, tabuleiros, chapadas formas irregulares, mais altos que sua vizinhança, geralmente muito antiga intensamente desgastada pelos agentes erosivos, em parte configurando paisagens arredondadas, como os Mares de Morros no Sudeste. Na região Central brasileira apresentam elevações com topos arrasados e aplainados – chapadas e no norte do Brasil, relevos serranos descontínuos.
As planícies são espaços em que a atividade de acumulo de sedimentos é maior a atividade erosiva.
No Brasil estão delimitadas pelos planaltos e depressões configurando formações recentes (depósito de sedimentos do período Quaternário) como a do rio Amazonas que acompanha o rio sendo uma estreita faixa, resultado da sedimentação fluvial, a do Pantanal entre Planalto Brasileiro e a Cordilheira Andina e a mais extensa de todas localizando-se no centro da América do Sul e as Planícies Litorâneas produto da sedimentação de resíduos trazidos do oceano, rios e lagoas que se estende do Norte ao Sul do pais apresentando praias interrompidas por costa alta (falésia), com largura variável portanto as planícies encontram-se no nível do mar ou próximo dele.

As 
depressões – áreas que se encontram rebaixadas e vizinhas às bacias hidrográficas como a do rio São Francisco. São encontrados resíduos e sedimentos orgânicos ou não, no caso sul brasileiro encontramos jazidas de carvão mineral.
As depressões no Brasil encontram-se no entorno dos planaltos, resultado do desgaste acelerado de estruturas geológicas menos resistentes, geralmente estão associadas às bacias sedimentares.

Verifique os tipos de relevo que o Brasil possui localizando-os no mapa abaixo
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/objetos_de_aprendizagem/2010/geografia/unidades_relevo.swf




Globalização Oriente x Ocidente


Os espaços de destaque na Anitguidade eram a Mesopotâmia, o Egito, a China, a Índia e os Árabes. 
Desenvolveram produção agrícola e artesanal suficiente para que, excedentes ou sobras pudessem então ser trocados por outros artigos de tanta necessidade quanto o seu: arados, animais, materiais de fundição, ferramentas ou tecidos. Isto despertou e estimulou a troca de produtos dando origem ao comércio de feiras livres. Neste momento o produto negociado transforma-se em mercadoria, um elemento de valor.
Dentro destes espaços a organização da produção exige novas demandas, a figura do artesão começa a se destacar. As organizações sociais e suas classes começam a se definir, o sentido não só de pertencimento como de propriedade é real, portanto começa a ser necessário um ordenamento sócio espacial não só individual, mas coletivo; é necessária a criação do Estado, entidade pública que irá dar suporte às demandas e necessidades locais, civilizando-o por meio de regras que então serão estabelecidas. O espaço de troca, soulk, torna-se o centro das atenções neste urbano que se forma.
A mais antiga cidade povoada e conhecida até o momento é a cidade de Damasco, capital da Síria, país situado na Ásia (Oriente Médio).  Outras também são tão antigas quanto ela, Jericó e Biblos. Biblos destaca-se por ser cidade fundada pelos fenícios que dominavam o norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e Israel.
A civilização fenícia caracterizou-se por uma cultura comercial marítima empreendedora que se espalhou por todo o Mediterrâneo durante o período que foi de 1550 a.C. a 300 a.C. Embora as fronteiras antigas destas culturas antigas fossem incertas e inconstantes, a cidade de Tiro parece ter marcado seu ponto mais meridional. Foram um povo de comerciantes com descendência de Cam que saíram do norte da região hoje conhecida como Líbano para o norte da África em busca de novas rotas e que por um grande período de tempo dominaram o comércio no Mediterrâneo. Fundaram portos e cidades em lugares tão longínquos quanto a costa norte de África e a Espanha por meio galé, um veículo movido a velas e por remos. Sua civilização estava organizada em cidades-estado, de maneira semelhante à Grécia Antiga; cada uma destas constituía uma unidade política independente, que frequentemente se entravam em conflito e podiam dominar umas as outras - embora também colaborassem através de ligas e alianças.
 O seu mais importante legado foi ser a primeira sociedade de nível estatal a fazer uso extenso do alfabeto; o alfabeto fonético fenício é tido geralmente como o ancestral de todos os alfabetos modernos. Difundiram-no pelo Norte da África e pela Europa, onde adaptado pelos antigos gregos, repassaram para os etruscos e romanos. Além de suas muitas inscrições, os fenícios teriam deixado diversos outros tipos de fontes escritas. Após períodos consecutivos de dominação assíria, persa e macedônica, esta região perdeu seu poder, ao passo que uma das colônias fenícias do Mediterrâneo, Cartago, ascendeu como um dos portos mais importantes do Mediterrâneo. Durante 120 anos, entre os séculos III e II a.C., Cartago disputa o controle do Mediterrâneo com a República Romana nas Guerras Púnicas. Vencidos, o controle comercial do Mediterrâneo tornou-se monopólio de Roma que, apos vencer o Egito, integra-o ao comercio asiático por meio da Rota da Seda.
As cidades Estado como Atenas, Tróia, Esparta, Roma, Veneza, desenvolveram-se e multiplicaram suas atividades tornando-se referencia nas múltiplas atividades comerciais. Os espaços do comércio entre elas alargaram suas fronteiras, rotas foram sendo estabelecidas ao longo destes caminhos que ligavam estes importantes centros.
Eram vários caminhos usados como rotas para transporte de mercadorias que interconectavam Ásia Sul e usadas para o comércio da seda entre a Ásia e a Europa.
As vias correspondiam caminhos abertos no continente e que passavam por cidades estratégicas e portos, utilizavam também vias marítimas. Sua área de atuação a partir da Europa chegou até a Coréia e o Japão. Provavelmente seu movimento e existência já vinham acontecendo desde 8000AC. Desta circulação de riquezas e mercadorias dependeu o desenvolvimento da Mesopotâmia, China, Pérsia, Índia, Egito e Roma.
No continente esta rota dividia-se em duas partes: norte e sul. Considerando os centros comerciais no norte e no sul da China, a primeira rota alcança o leste europeu seguindo da atual Bulgária em direção a Veneza, e a segunda, a sul, dirigia-se ao Turcomenistão (Ásia Central), Turquia, Iraque (Mesopotâmia), Egito e norte da África.
Pelo mar, a rota da Seda interligava Filipinas, Brunei, sul da China, Índia, Irã (Pérsia), Egito, Itália e Portugal, alcançando por fim a Suécia.
Os dois lados da rota, tanto ocidente quanto o oriente trocaram muito sobre suas culturas expandindo diferentes visões sobre o mundo.
A Rota da Seda, via marítima, surgiu no atual espaço do Vietnã (Hanói) e costa noroeste do Mar Vermelho e percorria o litoral da Índia, Sri Lanka e portos egípcios.
Com os romanos conquistando o Egito (31AC) deu-se início o controle e o comércio por estes entre Índia, Sudeste Asiático, Oriente Médio, SriLanka, China, África e Europa.As rotas marítimas e terrestres da Seda integraram e estimularam a difusão de tecnologias, idéias e produtos, sob o controle dos romanos.Diminuiu sua importância quando já o império Romano não mais apresentava domínio sobre o Velho Mundo e o controle desta circulação começa a ser realizado pelos mongóis que rapidamente expandem seus territórios sobre terras asiáticas.
 Ao mesmo tempo em que os mongóis unificavam os estados da Ásia sob seu domínio, ameaçavam simultaneamente a Europa com pilhagens e destruição.
Esta nova fase foi permitida o restabelecimento das rotas comerciais (1206) onde os europeus, em especial italianos provenientes de Veneza, Genova e Ragusaa monopolizaram este comércio É contemporâneo desta época o veneziano Marco Pólo, mercador e viajante mais famoso da época. A epidemia de peste negra (peste bubônica) impediu a continuidade destas viagens e o comércio e a ascensão do império Otomano (1453) dominando o Império Romano Oriental (Constantinopla) limitou a circulação dos europeus à Ásia por terra.

Bibliografia e consultas

http://www.mesopotamia.co.uk/menu.html



sábado, 23 de junho de 2012

Globalizacao Blocos Econômicos


Como as disputas entre as potências européia dos territórios coloniais entre si, que serviram como instrumento de desenvolvimento e riqueza por meio do acúmulo de recursos financeiros, capitais, e de base para a implantação de suas indústrias, levaram freqüentemente ao conflito armado e ao seu sistemático enfraquecimento, no início do século XX, duas grandes guerras mundiais - I Guerra Mundial 1914 a 1918 e II Guerra Mundial 1939-1945, eliminaram de vez a soberania européia sobre o mundo colonial.
    A Europa no fim destes conflitos encontrava-se totalmente destruída e sem condições de se reerguer à sua antiga situação, portanto muito das colônias européias libertaram-se encontrando o caminho de sua independência.
Os Estados Unidos destaca-se como o grande vencedor, nação capitalista industrial inicia um plano de cooperação econômica de restauração da Europa Ocidental, o Plano Marshall que se utilizou da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para administrar e distribuir estes recursos econômicos.
Cria instituições para viabilizar esta reestruturação econômica como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, coloca o dólar como moeda principal de troca no comércio internacional e cria a Organização Mundial do Comércio para regulamentar o comércio internacional.
Outra nação vitoriosa deste confronto foi a URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, antiga Rússia, que então socialista, conduz os países do Leste europeu a este novo modelo político, econômico e social. Muitos países tornam-se adeptos a este modelo, pois teoricamente opõem-se à exploração do trabalhador propondo um sistema político, econômico e social dirigido pelo Estado.
O mundo estava então dividido entre os que eram capitalistas liderados pelos EUA que decidiram conter o avanço dos soviéticos no mundo capitalista e os socialistas liderados pela URSS que em busca de mais países que se alinhassem à sua causa muitos benefícios eram oferecidos como proteção militar – Pacto de Varsóvia. Muitos acordos foram feitos com os aliados de ambos os lados. Por conta desta disputa surge a Guerra Fria, a indústria bélica especializou-se, sofisticou-se até chegar à corrida espacial, com o lançamento de vários programas de espionagem, conquista a Lua de exploração do espaço.
A reconstrução dos países aliados capitalistas foi rápida, sua infraestrutura (transportes, energia, habitação) é refeita, permitiu a recuperação  de seu empresariado tanto no continente europeu quanto no asiático. A sociedade de consumo recobrou suas forças e a sociedade de consumo voltou a comprar.
As empresas mais beneficiadas foram as norte americanas que até antes da I e II Guerras atendia praticamente o mercado interno norte-americano e após tornaram-se grandes exportadoras de produtos manufaturados industrializados transformando-se em grandes multinacionais ou transnacionais. Após a guerra metade de toda a produção mundial de produtos industrializados era proveniente de empresas norte-americanas.
Nos anos 70 estruturava-se este ciclo de expansão econômica com 3 definidos centros de poder econômico os EUA, A Europa e o Japão.

Este novo período começa denominado Nova Ordem Mundial em que os agrupamentos regionais tornam-se evidentes: as Américas sob influencia dos EUA, a Ásia sob influencia do Japão e a África sob influencia da Europa.
Os Blocos Econômicos começam a fazer parte das soluções de potencias que necessitavam recuperar-se deste cenário.
Surge a Comunidade Econômica Européia (CEE) formada por 15 paises da Europa Ocidental em 1951 foi instituída a Comunidade Econômica do Carvão e Aço, antigo BENELUX, onde por meio de isenções tarifarias entre si, produziam aço. Sucesso foi ampliado e ratificado sob o Tratado de Roma. A adesão de países europeus foi uma constante e em 1992 elimina-se de vez a barreira alfandegária entre si constituindo o Mercado Comum Europeu. Finalmente com Tratado de Maastricht as fronteiras não só de moeda como de circulação de pessoas torna-se realidade em solo europeu transformando-se em União Européia.
Contato: http://europa.eu/index_pt.htm

MERCOSUL
Na mesma linha de integração econômica Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai tornam-se parceiros de acordos comerciais de isenção aduaneira progressiva. As perspectivas são de instalar uma zona de livre comércio. A meta é alcançar a união aduaneira entre seus membros sem tarifação de importação.  Chile e Bolívia são membros associados.

NAFTA
O acordo de Livre Comercio da América do Norte tem por objetivo a integração entre a economia de EUA, Canadá, e México por meio de um tratado de livre comércio, consolidando um intenso comercio já existente regionalmente fazendo frente a U.E.
Contato: http://www.nafta-sec-alena.org/sp/view.aspx

ALCA
O objetivo da ALCA é eliminar totalmente as barreiras alfandegárias dos países americanos, excetuando Cuba. Na prática não haveria mais MERCOSUL estendendo o NAFTA para toda a América.
Necessitando exportar os EUA é o maior interessado para equilibrar sua balança comercial. A resistência à sua formação está nas barreiras não alfandegárias  aplicadas pelos EUA. A livre circulação de mercadorias não representa a queda das barreiras de produtos latino americanos.
Contato:http://www.alca-bloco.com.br/

APEC
A Cooperação Econômica da Ásia Pacifico tem por objetivo transformar o Pacífico em uma área de livre comércio. O interesse está em ser a maior área de livre comércio. Seus pontos positivos estão relacionados à aproximação das economias asiáticas em especial a japonesa e de Hong Kong, e o desenvolvimento e expansão dos mercados da Austrália entre outros com o mercado norte-americano.
As dificuldades, neste Bloco, estão em conciliar diferentes interesses.
Contato:http://www.apec.org/


Origem da organização do homem


O mundo é resultado de toda a atividade que o homem realiza no seu espaço de atuação.
No princípio o homem desenvolvia toda e qualquer atividade para sua subsistência como ainda o realiza até hoje. A grande diferença é que por suas necessidades básicas aperfeiçoaram-se para atingir seus objetivos seus alvos, como estocar alimentos, armazenar água, construir diques.
Entretanto, na época pré-histórica, sua sobrevivência estava relacionada diretamente a suprir-se de alimentos no momento. Bem provavelmente não se realizava nenhum planejamento ou cardápio, diferente que a sofisticação do cenário atual força o homem a ter uma visão de curto, médio e longo prazo.
Certamente estava limitado pelos recursos técnicos que possuía para explorar recursos naturais disponíveis no ambiente. Sua organização no espaço em grupos – famílias mantiveram o instinto de sobrevivência, de superação, portanto especializou-se em trabalhar a terra e dela tirar seu sustento. São conseqüências disto o domínio do fogo, o descrever seu cotidiano em paredes de cavernas (pelo menos há 15.500 anos)  http://www.lascaux.culture.fr/#/fr/02_00.xml usando pigmentos vegetais e minerais, o domínio da linguagem e da escrita, de fundição de minerais metálicos criando diversos tipos de ligas em especial ao bronze e a circular com maior facilidade em seu espaço de domínio criando a roda e o arado.

A organização destes grupos que demandando maior produção criou-se necessidades como a ocupação de maiores espaços, desenvolvimento de técnicas de irrigação, elaboração de calendários agrícolas fundamentados na leitura e observação das estações e tempos, importantes para o sucesso do empreendimento.
                             
Estes espaços foram então desenvolvidos para exercer atividades concernentes às necessidades que se referem à sobrevivência do homem em seu espaço, como por exemplo, a princípio, com o excedente e a produção agrícola, iniciou-se, timidamente, um processo de negociação do que se produzia.
A especialização começou seja na agricultura seja na pecuária ou ainda na realização de serviços técnicos como o de artesão, ferreiro, carpinteiro, marceneiro ou outra profissão liberal.
Este lugar tornou-se ponto de referência inclusive funcional quanto existência, podendo ter uma ou mais atividades como comercial, militar entre outras.
Estes espaços iniciaram um processo civilizatório criando locais de desenvolvimento e progresso técnico.
Estes sítios estavam dispostos geograficamente de formas bem definidas, e de certa maneira influenciavam e interferiam em suas fronteiras com suas formas de pensar, produzir e atuar. Produziram riquezas agrícolas, comercializavam-nas, realizavam trocas e se enriqueceram.
Como exemplo os chineses desenvolveram processos de produção agrícola por meio de irrigação em seus rios (Hoang ho, Si kiang, Yan Tse Kiang), avançaram no conhecimento de produção de vestuário,   dominando técnicas de produção como a seda, desenvolveram  as produções de utensílios domésticos, utilizando seu riquíssimo solo produziram porcelanas. Seus produtos tornaram-se conhecidos em todo o mundo antigo. Muito cobiçados tornaram-se objetos de comércio e troca.


Globalização


GLOBALIZAÇÃO 
A globalização é a soma de ações econômicas que conecta vários espaços dentro do modelo capitalista.

É a circulação de bens e capitais, mercadorias, de informações e também de pessoas. É um processo de integração econômica, cultural, social e política. Um dos principais objetivos é o de unificar mercados, dinamizar a circulação de investimentos e produzir riquezas. Uma de suas armas mais poderosas é o uso da tecnologia como gerador de produtos e serviços consumíveis no mercado.

A globalização é um fenômeno espontâneo que sempre aconteceu desde que o homem começou a se organizar no espaço e produzir excedentes para trocar, negociar, comercializar. É utilizado pelas potencias comerciais, industriais, econômicas como meio de legitimar suas influencias seja na cultura, ideologia, valores, costumes e na política. O capitalismo, mentor da globalização, por sua vez possui uma capacidade de adaptação às mais adversa situações e se reinventa, constrói e desconstrói,  tudo para perpetuar sua ação econômica de atender o mercado com o que este necessita. Não raras vezes cria necessidades para que o consumo se efetive.

Com a expansão das potencias do mundo ocidental, as Grandes Navegações e a formação de colônias nos mais diversos continentes: Américas, Ásia, África e Oceania, organizou-se um modelo de circulação de riquezas – matérias primas e produtos acabados, que permitiu o enriquecimento das metrópoles européias,  integrou áreas geograficamente isoladas e gerou um mercado em expansão de distribuição de bens e serviços além do rápido desenvolvimento capitalista no seu modo de produzir por meio das indústrias.

Com a crise do Capitalismo no início do século XX, a queda da Bolsa de Nova Iorque e as Grandes Guerras Mundiais esta organização colonial e neocolonial se desfez e uma nova reconfiguração econômica se estabelece com os Estados Unidos estruturando um novo sistema para reorganizar a economia mundial. O dólar torna-se a moeda principal nas transações econômicas e financeiras internacionais, cria-se o Banco Mundial para financiar a reorganização econômica dos países destruídos na guerra, o FMI – Fundo Monetário Internacional para atender países em crise financeira com créditos em curto prazo e a ONU – Organização das Nações Unidas para abrir evitar guerras e abrir diálogos entre as nações.

Após a II Guerra Mundial os investimentos estrangeiros e fluxos de capitais, especialmente dos Estados Unidos e posteriormente Europa e Ásia, dirigem-se de forma acelerada, por meio das empresas transnacionais, para as áreas de potencial desenvolvimento econômico ou que ainda apresentem fatores favoráveis para isto. Países que possuem mão de obra barata, recursos naturais abundantes, mercado consumidor em potencial, energia subsidiada, impostos reduzidos, infraestrutura portuária, rodoviária e aeroviária apresentavam potencial de investimento. As exigências para estes investimentos tornam-se cada vez maiores como apresentar índices de qualidade de vida como educação, infraestrutura social e potencial de consumo.

A circulação  do capital na globalização é caraterizado pela sua velocidade e volume por conta das redes financeiras e pelos sistemas eletrônicos de informação .

As Bolsas de Valores representam o melhor exemplo de fluxo e mobilização de capital. A compra e venda de títulos e ações é uma prática onde as empresas colocam seu patrimônio em capital aberto, onde compradores tornam-se sócios adquirindo seus papeis.

Estes são negociados e estão sujeitos à valorização ou não dependendo do desempenho da empresa o que permite especulação  devido ao rápido retorno de lucros e dividendos.

Como a Bolsa de Valores influencia espaços financeiros no mundo inteiro caso venha ocorrer uma crise, os seus efeitos podem produzir severas perdas interferindo inclusive no sistema financeiro internacional alcançando países e continentes.
Estes centros de poder situam-se nas cidades globais, que possuem toda uma infraestrutura para abrigar o capital, os centros de decisões e apresentar serviços que lhes são próprios.
Segue abaixo apostila sobre o assunto https://drive.google.com/drive/u/2/folders/1D6C0OYf99SJioF7T_XS1tcY7Epx90T8j