quinta-feira, 14 de junho de 2012

Brasil Geologia


Geologia do Brasil


 A formação do planeta Terra foi por agregação de material, por meio de altas temperaturas produzindo reações químicas (cerca de 4,6 bilhões de anos) por meio de colisões.Sua A atmosfera primitiva foi produto do resfriamento de todo este material por meio de gases.

O material mais pesado (denso) migrou para o centro (ferro e níquel) e o menos pesado(denso) permaneceu na superfície. Tres camadas definidas irão se destacar:

Núcleo – mais denso composto de níquel e ferro
Manto - constituídas de células de convecção  que estão associadas á dinâmica da crosta - tectonismos
Crosta - Constituídas de rochas magmáticas e sedimentares.É o espaço da biosfera.

                    Deriva Continental - separação dos continentes

Com o resfriamento do núcleo terrestre, a dinâmica da crosta sentiu os efeitos dos movimentos internos do planeta como os então identificados, na teoria da deriva continental por Wegner, 1912. O cientista destaca os deslocamentos produzidos na litosfera com a divisão da superfície terrestre em placas originadas por esta atividade sísmica. A principio esta pressão interna da Terra movimentou um volume gigantesco de massa incandescente que se projetou em sentido diferente e do interior para a área mais estável do planeta, a crosta terrestre, atingindo o único e solidificado espaço que denominamos Pangeia (200 milhões de anos). Neste esforço produz-se uma ruptura separando este em duas partes, dando origem a Laurasia   Eurásia e América do Norte e Gondwana  - América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia.

Estes freqüentes movimentos continuam a fragmentar-se ate chegar no atual estagio da configuração continental

As áreas limites das placas são fragilizadas e sujeitas a tremores, abalos, terremotos e maremotos.
As grandes estruturas da Terra são formadas por:
 Escudos cristalinos – são dobramentos antigos, surgidos do entrechoque das massas continentais quando se formava a Pangeia.
Bacias Sedimentares –São de formação antiga ou recente. As antigas, consolidadas ao longo das era Paleozoica e Mesozóica, resultaram da ação destrutiva da erosão sobre os maciços ou escudos cristalinos, pré-cambrianos e da decomposição dos materiais nas áreas rebaixadas. As mais recentes originam-se da sedimentação da Era Cenozóica. Tais estruturas geológicas constituem geralmente planícies fluviais ou litorâneas como a Amazônica.
Dobramentos Modernos – originou-se do entrechoque de placas ocorridas no final do período Cretáceo e início do período Terciário exemplo da formação da Cordilheira Andina.
Os movimentos internos são produzidos por:
 Vulcanismos, quando o magma, sob pressão, manifesta-se exteriorizando seu material magmático em contato com a atmosfera.
Epirogênese quando a manifestação tectônica é lenta em áreas estáveis da crosta. Os movimentos internos agem em áreas pontuais, em deslocamentos verticais, que podem se traduzir em regressões ou transgressões marinhas.
Orogênese – é resultado de movimentos em larga escala nas áreas de instabilidade inclusive nas de contato com as placas tectônicas. Em curta duração de tempo, podem formar cadeias montanhosas por meio de dobramentos e falhamentos. Exemplo Cordilheira dos Andes

Recursos minerais
Considerando o Brasil, sua estrutura geológica encontra-se assentada na Plataforma Sul-americana que exibe escudos cristalinos e bacias sedimentares. No território brasileiro temos o Escudo das Guianas, Escudo Brasileiro.

A estabilidade geológica do Brasil e resultado da sua localização nesta plataforma, de forma mais centralizada, onde predominam escudos cristalinos, mais antigos denominados de crátons da era Arqueozoica e bacias sedimentares antigas.

Na era Proterozoica a atividade tectônica foi mais intensa modificadas por orogênese – ciclo brasiliano onde apareceram dobras e falhamentos. As bacias sedimentares surgem também nesta era Proterozoica com sua formação terminando na era Paleozoica.

Os recursos minerais metálicos de importância no Brasil, são encontrados nas províncias geológicas de formação das eras Arqueozoica e Proterozoica e nas bacias sedimentares encontram-se as principais fontes energéticas, no Brasil.
-    Carvão, resultado da decomposição de resíduos vegetais em lento processo de formação encontradas no sul do Brasil.
-  Petróleo hidrocarboneto produto da decomposição de elementos orgânicos do meio aquático (plânctons) em ambiente de pouca oxigenação e circulação. Encontrados nas bacias de Campos, Amazonas, Potiguar, Ceará, Sergipe, Alagoas, Recôncavo Baiano, Espírito Santo, Santos, Paraná, Pelotas.

Distribuição dos minérios metálicos no Brasil

Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais)–  predomínio do ferro  e manganês
Maciço de Urucum – Mato Grosso do Sul – predomínio do manganês
Complexo dos Carajás (Pará) – ferro. Ouro, prata, níquel, cromo, manganês, cobre, bauxita, zinco, estanho, tungstênio.
Serra do Navio – (Amapá) – manganês
Oriximiná (Para) Bauxita
Rio Grande do Norte - petróleo, sal.


Brasil Complexos Regionais - Nordeste


Nordeste Brasileiro

Historicamente conhecido como produtor de açúcar também produziu algodão e cacau especialmente para atender o mercados europeus ou norte americano. Originalmente este era o espaço da Mata Atlântica então denominada Zona da Mata.

Distingue-se do Agreste, que se apresenta entre a região úmida de encosta tropical voltada para o litoral e o semiárido a oeste. E tradicionalmente espaço policultor, onde se encontra pequena propriedade, abastecedor das regiões urbanas litorâneas.
O Sertão e o espaço da pecuária extensiva, algodoeiro exportador, de latifúndios onde domina a figura dos coronéis e do sertanejo, da vegetação seca (caatinga) e precipitação irregular.
E uma área demarcada pelo Polígono das Secas, onde os recursos federais são utilizados para frentes de trabalho, construção de açudes, barragens, poços, estradas de rodagem a fim de amenizar perdas da produção agrícola
Na divisa entre o Sertão e o domínio amazônico esta o Meio Norte contido entre o equatorial e o semiárido.

Área historicamente pecuarista, esta ligada ao extrativismo vegetal de suas palmeiras – Babaçu (Orbyania martiana) e Carnaúba, (Copernicia cerifera), onde surge a figura das quebradeiras, mulheres que tem como ofício extrair as sementes das palmeiras.
O declínio econômico do modelo agrícola produtor regional fez o governo federal criar um órgão de desenvolvimento , a SUDENE. Para isto criou um projeto de industrialização por meio de um programa de incentivos fiscais captando investimentos privados do Centro Sul. Energia e mão de obra barata incluíam estímulos. Para este projeto o resultado foi:

- Bahia instalação do Polo Petroquímico de Camaçari, distrito industrial Aratu (indústrias de bens de consumo duráveis ), tornou-se a principal fonte tributaria do Estado.
 Sergipe, instalação de industrias de fertilizantes.

 Alagoas, instalação do complexo químico Salgema

 Pernambuco, instalação de industrias de bens duráveis em Jaboatão, Cabo e Paulista

 Ceará, instalação do polo têxtil, capitais locais

Com a abertura do mercado brasileiro a livre concorrência estrangeira  permitiu a diversificação dos incentivos como no setor agrícola com os novos centros produtores de frutas, projetos de infraestrutura com incentivos fiscais.
Atualmente o setor de bens de consumo não duráveis, especialmente a industria têxtil, investe na região utilizando-se das vantagens comparativas da região por meio dos baixos custos da mão de obra através de cooperativas de trabalho. Este segmento tem-se difundido no Ceara, Rio Grande do Norte, Paraíba.
 Os polos de desenvolvimento agroindustrial e uma nova realidade no Nordeste agrário reestruturados por meio de extensos projetos e pela modernização do campo, mecanização e, irrigação, capitais e empresas agrícolas nacionais e estrangeiras produzem nas seguintes áreas

- Polo Petrolina Juazeiro, Cearense, Jaguaribe, Assu Mossoró, Alto Piranhas de irrigação

Polo da Bacia Leiteira de Alagoas de pecuária leiteira

Polo Sul do Sergipe citrícola

Polo Sul do Maranhão, Urucuí Gurgueia, e Oeste Baiano de grãos




Brasil Complexos Regionais - Centro Sul

Centro Sul

A entrada de capitais estrangeiros recentemente no Brasil, em especial apos a abertura do pais, flexibiliza a economia e sugere visualizar o território nacional sob uma nova ótica onde um novo espaço regional e identificado como Região Concentrada.
A industrialização brasileira ocorre na região Sudeste onde sua infraestrutura – capital, mercado, transportes, matérias primas, mão de obra criam condições para que além de empresas e indústrias já existentes e instaladas no local estimulem a vinda de outras não existentes.
Esta concentração econômica produz uma região industrial central unida pulsante.
Os sucessivos governos estimularam a concentração industrial espacial tanto as de base, intermediárias como as de bens de consumo duráveis e não duráveis.As demais regiões brasileiras ficaram subordinadas ao ritmo e produção desta região industrial concentrada.
As principais concentrações deste espaço estão localizadas entre as regiões metropolitanas São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
São Paulo, a mais importante concentração industrial, recebeu grandes capitais de investimentos dos barões do café além de uma rede ferroviária para circulação de bens produzidos ligando o interior do Estado ao porto de Santos. O próspero mercado da capital e do interior permitiu a distribuição e o consumo dos produtos, sua infraestrutura (interior) permitiu a expansão industrial e novas localizações industriais.
O crescimento acelerado da indústria da capital, o encarecimento da produção, o escasseamento de espaços para seu assentamento, induziu a implantação fabril no entorno da capital paulista e ao longo das vias de circulação das então rodovias que ligam a região metropolitana (RMSP) ao interior. Os eixos viários abaixo são exemplos-
- Anchieta – Imigrantes – Conexão São Paulo Santos interliga Cubatão – Refinaria Presidente Bernardes industrias petroquímicas e químicas e Companhia Siderúrgica Paulista e industrias metalúrgicas.
 - Dutra – Ayrton Senna – Encontra-se no Vale do Paraíba paulista, continuidade do Vale do Paraíba fluminense e em sua divisa, Taubaté e Guaratinguetá acham-se centros industriais metalúrgicos, mecânicos e indústria de automóveis e caminhões alem de centros de tecnologia espacial e aeronáutica Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em São José dos Campos
 - Anhanguera Bandeirantes – Conexão São Paulo Campinas Ribeirão Preto com centro de alta tecnologia (São Carlos), polo calçadista (Franca), polo têxtil (Americana), tecnopolo com centros científicos, polo telecomunicações com empresas em microeletrônica, telefonia, equipamentos cirúrgicos (Campinas)
 - Castelo Branco – Conexão São Paulo Sorocaba com fábricas de máquinas pesadas (Sorocaba), fábricas de cimento e alumínio (Votorantim), indústrias de bens de capital e intermediários.

O Rio de Janeiro, antiga capital federal, apresenta mercado consumidor, área portuária e espaço urbano estruturado desde o período do ciclo do ouro e aprimorado pela vinda da corte portuguesa apresentando uma cidade com uma população de poder de compra.
Suas indústrias instalaram-se, ao longo das vias de acesso ferroviário. Sua expansão ocorreu no entorno da capital alcançando Baixada Fluminense em seus distritos industriais e ao longo da via Dutra e Vale do Paraíba.
O governo federal reforçou este modelo ao instalar a Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, entre Rio de Janeiro e São Paulo levando a implantação de unidades metalúrgicas em seu entorno utilizando matérias primas retiradas de jazidas exploradas pela CVRD -Companhia do Vale do Rio Doce outra companhia estatal.
  Veja a história da Vale

O setor têxtil instala-se na região serrana em especial Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo.

Belo Horizonte, a capital planejada de Minas Gerais, foi concebida para ser uma cidade industrial. Vários incentivos foram concedidos para atrair investimentos industriais inclusive federais para a instalação de uma estrutura siderúrgica.
O resultado foi a instalação de indústrias no entorno da capital especialmente Betim, setor automobilístico, Contagem, metalúrgico e químico.

Desconcentração industrial
Mesmo com a saída das indústrias da capital paulista não significou que a desconcentração espacial da indústria no Brasil ocorreu, pois o Sudeste ainda concentra as indústrias tecnologicamente mais atualizadas, reforçando espaços de participação para Minas Gerais, Rio de Janeiro e região Sul do Brasil, aprofundando a integração industrial da Região Concentrada.
Esta região encontra-se o mais dinâmico e o maior mercado consumidor, com qualificação de força de trabalho e diversificada base industrial conectada as metrópoles que são, por sua vez, altamente seletivas e reinvestem aquilo que não absorve para as áreas de sua influência.
No Sul as concentrações industriais estão conectadas a Região Concentrada, apesar de sua origem local basear-se em indústrias tradicionais de bens de consumo não duráveis dependentes de  matérias primas vegetais e agropecuária .
Sua diversificação local ocorre com a implantação de
- indústrias mecânicas - Curitiba
- indústrias cerâmicas, plásticos e metalúrgicas - Joinville
- indústrias carboquímicas - Criciúma e Siderópolis
- Polo metalúrgico, químico e material elétrico, concentração industrial,  Canoas RM Porto  Alegre
- Indústrias têxtil, louça e brinquedos, Vale do Itajaí.
 O Mercosul reforça os investimentos e o desenvolvimento industrial do Sul.
Conheça a Companhia Siderúrgica Nacional 
http://www.youtube.com/watch?v=l2JdNkdm0uI

Conheça a maior cidade da América Latina  viabilizando o desenvolvimento de todo seu entorno

Brasil Complexos Regionais - Amazônia

Amazônia
 A Amazônia é um ecossistema que ocupa expressiva área no continente sul americano, mais de 40% do total de sua área.
Esta paisagem natural, conjugada por densa floresta Equatorial fechada e um extenso rio, o maior do mundo, vence variadas topografias a partir das Cordilheiras Andinas escoando nas planícies baixas da Amazônia ate chegar ao oceano Atlântico.Constate no vídeo abaixo
https://www.youtube.com/watch?v=U5RGmTDNAa0

 Amazônia considerada como espaço brasileiro sempre foi considerado pelo governo um território a ser conquistado por meio de um plano de ocupação e que necessariamente deve-se observar os seguintes objetivos

- Soberania nas faixas de fronteiras internacionais
- Povoamento por uma população que deve se assentar em vias de acesso de integração e que norteia a colonização


- Investimentos de capital nacional e estrangeiro implantando polos agrícolas, polos de extrativismo mineral, polos tecnológicos de industria por meio de incentivos fiscais.


Para o Brasil, a SUDAM - Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia ficou responsável pela gestão destes investimentos de recursos públicos.

O desenvolvimento dos projetos para as áreas de mineração e industria concentraram-se em Belém e seus arredores e Manaus, os agropecuários e florestais ao longo do eixo da rodovia Belém-Brasilia e Mato Grosso.

A ocupação realizada neste espaço trouxe conflitos em especial com as nações indígenas e também pelas constantes mudanças nos rumos dos projetos de assentamento originais, dando preferência aos grandes projetos de exploração em detrimento do pequeno empreendedor/colonizador.

Surge a violência e também a devastação com a atuação de personagens locais como o posseiro, o grileiro, o garimpeiro que vão mudando a paisagem amazônica junto com os grandes empreendimentos.


Amazônia Ocidental

Na Amazônia Ocidental, a colonização agrícola ocorreu ao longo de Cuiabá – Santarém e de Brasília a Acre.

Foi ocupada por meio de projetos agrícolas de colonização estimulados e organizados pelo governo federal.A concentração fundiária expulsou os pequenos agricultores destes projetos originais que começaram a se deslocar para as áreas de reservas indígenas.

As atividades madeireiras na região também pressionaram os seringais produzindo conflitos e levando os seringueiros a se reorganizarem.

Com a descoberta de ouro na região houve uma intensa migração principalmente para Roraima.

No espaço urbano, em Manaus, a Zona Franca, criada pelo governo federal com o objetivo de isentar de impostos produtos que saiam (exportação) ou entrem no Brasil (importação)  atraiu  centenas de indústrias, predominantemente eletroeletrônicos, gerando 75% do PIB estadual, reforçando a vocação urbana da cidade e atraindo um intenso êxodo rural para o local. Agora industrial  e tecnológica, a capital do Amazonas e também metrópole regional.

Amazônia Oriental

A descoberta de minério na Serra dos Carajás possibilitou a organização de um programa de ocupação com base nos recursos naturais existentes, o Programa Grande Carajás.

Uma infraestrutura foi implantada como a construção de estrada de ferro (EF. Carajás), portos (Itaqui - MA) e usina hidrelétrica (UHE Tucuruí).

Sua atuação esta voltada para

Projeto dos Polos de Alumínio – produção de bauxita (Serra de Oriximiná,Vale do rio Trombetas), transforma em alumina e fabrica o alumínio.

Projeto Ferro Carajás – Extração de 35 milhões de toneladas de minério de ferro, exporta para Japão e futuras industrias siderúrgicas em seu entorno.
Verifique no vídeo o potencial de recursos minerais exportação e uso.
https://www.youtube.com/watch?v=swh8eIcnfPA&feature=related

Observe como é o processo de extração do minério
http://www.vale.com/brasil/PT/business/mining/iron-ore-pellets/Documents/carajas/index.html

Projeto Jarí – (Pará) silvicultura, produção industrial de celulose, agropecuária.

Serra do Navio – (Amapá) Exploração do manganês e cromo


Plano da Amazônia Sustentável

E um plano governamental do governo para preservar o espaço amazônico.

O Plano esta dividido em três macrorregiões que são

Amazônia Ocidental – que se encontra preservada na atualidade, tem como prioridade o manejo florestal e de seus produtos florestais e pesqueiros, estímulo ao ecoturismo, ampliação da rede de comunicações e de transportes.

Amazônia Central – apresenta-se mais fragilizada tem como prioridade regularizar as Unidades de Conservação e de terras indígenas e estimulo a agricultura familiar.

Arco de Povoamento Adensado – E o espaço que esta sujeito a maior pressão tem como prioridade o aperfeiçoamento  do serviço publico nas cidades, modernização do setor madeireiro, proibição da expansão da cultura da soja pela floresta.

 Programa Calha Norte

Controle das fronteiras internacionais do espaço norte e noroeste da Amazônia, 150 km de largura a partir da divisa internacional, justificada pelas antigas disputas de fronteiras  entre países vizinhos e Brasil e na atualidade pelo reconhecimento de ai se encontrar dificuldades em controlar a circulação de movimentos transfronteiriços em especial os ligados ao narcotráfico além de ser espaço de rica fonte de minérios.


Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM)

Complementa o controle do espaço feito pelo Programa Calha Norte, em especial gerencia o tráfego aéreo, fiscalização de fronteiras, monitoramento, desflorestamento e garimpos ilegais. O centro do controle está em Manaus.



Verifique neste vídeo a vida selvagem na Amazônia -

quarta-feira, 13 de junho de 2012

http://youtu.be/HiPvm33zyEsv

Indústria de Base

Brasil Indústria


Indústria no Brasil
No início do século XIX, já independente o Brasil Imperial inicia grandes investimentos na melhoria de vias de circulação já que sua principal atividade econômica era de exportação de produtos agrícolas e matérias primas. Permitiu a participação da iniciativa privada na construção de estradas de ferro como foi realizada pelos barões de café ou ainda no desenvolvimento da indústria naval com destaque ao barão de Mauá.
A organização do espaço industrial surgiu com as oficinas artesanais (início do século XIX RJ, MG, SP) voltados para a produção de sabão, velas de sebo, rapé, fiação, tecelagem, alimentos, fundição de ferro e metais, lã e seda utilizando tanto mão de obra livre como escrava. Estabelecimentos manufatureiros, oficinas artesanais maiores, destacam-se entre 1831 e 1840 produzindo chapéus, pentes de tartaruga, ferraria e serraria, fiação e tecelagem, sabão e velas, vidros, tapetes e oleados. É um setor bem restrito neste período, devido à auto-suficiência das fazendas, a falta de capitais e o alto custo da produção e os produtos concorrentes importados altamente competitivos. O Estado começou a incentivar o crescimento da indústria nacional, estimulando uma proliferação de capitais cujo destino maior foi para o setor da indústria têxtil e a contratação de mão de obra livre invés da escrava. Estabelecimentos manufatureiros multiplicam-se como a indústria metalúrgica para inclusive construir navios a vapor. Incentivos como a não taxação de impostos sobre matérias primas importados para indústrias nacionais possibilitou competir com produtos estrangeiros além de taxar os importados em cerca de 40%. A Guerra civil norte americana e a Guerra do Paraguai (1860) beneficiaram a indústria têxtil e a indústria bélica, pois acabou produzindo algodão e equipamentos bélicos fim de atender o mercado norte americano e internacional e as Forças Armadas. Na década de 70, com a decadência da cafeicultura no Vale do Paraíba e de áreas produtoras de açúcar produtores investiram no setor têxtil e em outros setores da indústria ocorrendo grande expansão. No final do século XIX e início do século XX o Brasil continuava a importar matérias primas, máquinas, equipamentos e grande parte dos bens de consumo.
A partir da década de 30 com a queda da Bolsa de Nova Iorque e a mudança de governo, Getulio Vargas toma a frente e impõe um modelo industrial cujo maior objetivo é o de substituir produtos importados por nacionais. A II Guerra Mundial e as dificuldades no mercado internacional facilitaram o desenvolvimento da indústria nacional. Criou-se uma infraestrutura para o setor da indústria de base e energia:
Conselho Nacional do Petróleo – cuja função era a de, no setor do petróleo, controlar a extração, refino, avaliar, fiscalizar e pesquisar - 1938
Companhia Siderúrgica Nacional – usina siderúrgica para produção de metais ferrosos e aço – 1946
Companhia do Vale do Rio Doce – extração de minérios metálicos e não metálicos- 1942
Companhia Hidrelétrica do São Francisco – geração de energia - 1945
A Companhia Siderúrgica Nacional e criada quando existiam pequenas siderúrgicas no Brasil, uma de grande porte, Companhia Belgo-Mineira (1917-1922) de capital misto (privado e estrangeiro) porem a criação da CSN, tinha por objetivo ser plataforma para a industrialização nacional, de localização estratégica, entre São Paulo e Rio de Janeiro, e necessariamente precisava estar próxima dos recursos minerais (ferro do Quadrilátero Ferrifero) apresentando infraestrutura adequada (transportes, EF Central do Brasil e portos, Angra dos Reis e Rio de Janeiro) para escoamento de aço e produtos siderúrgicos e recepção minério de ferro e carvão (sul do pais).
Em 1950 outras empresas siderúrgicas de grande porte são implantadas a Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA) e a Usina Siderúrgica de Minas Gerais (USIMINAS). Na década de 70 surge a AÇOMINAS (MG) e a Companhia Siderúrgica de Tubarão (ES).
A CVRD (Companhia do Vale do Rio Doce) retirava e transportava e comercializava os minérios do Quadrilátero Ferrifero para as siderúrgicas e afins.
O êxodo rural, considerando o enfraquecimento da produção agrícola cafeeira, permitiu a migração para a cidade dos colonos e expande atrelada a uma política de leis trabalhista que obrigam os proprietários rurais a contratarem, em carteira, o trabalhador. O mercado de consumo interno promove também a concentração urbana industrial no espaço restrito entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais incentivados pelas indústrias locadas nesta região.
Em uma distinta fase, Juscelino Kubitschek, cria o Plano de Metas, apesar do alto endividamento público, tinha por objetivo realizar um programa de atividades na área de infraestrutura projetados para serem desenvolvidos ao longo de 50 anos em apenas 5 (1956 a 1961) a fim de eliminar os pontos de estrangulamento, ou seja, aqueles que não permitiam o desenvolvimento econômico do país.
Os investimentos voltaram-se para abertura de estradas, siderúrgicas, usinas hidroelétricas, marinha mercante e a construção de Brasília.
Os setores prioritários de seu Plano relacionavam-se
Educação – criação da UNB
Transporte - construção das rodovias radiais, perimetrais, indústria automobilística
Energia – investimentos na Eletrobrás, duplicando parque gerador
Alimentação – expansão das fronteiras agrícolas, mecanização agrícola
Indústria de base – investimentos na Companhia Siderúrgica Nacional e na Companhia Siderúrgica Belgo Mineira
O governo JK abriu a economia para o capital internacional atraindo o investimento de montadoras de automóveis como a Volkswagen, Ford, GM instalando suas fábricas em São Paulo, região do ABC e Rio de Janeiro atraindo a migração do campo e de outras regiões do Nordeste e Norte, inclusive para a construção da cidade de Brasília.
Com o golpe militar (1964 - 1985) as políticas públicas de governo para o setor da indústria e para a economia no Brasil seguiu as diretrizes de um projeto maior de gestão denominada Plano Nacional de Desenvolvimento que tinha por objetivos:
I Plano Nacional de Metas (1972 a 1974) Objetivo:
- Crescimento econômico brasileiro estimado em 8% a 9% ao ano
- Projetos de integração nacional com Planos de Desenvolvimento Regional e empresas públicas integradas às políticas de governo como EMBRAPA – transportes, corredores de exportação, telecomunicações como construção da ponte Rio-Niterói, Rodovia Transamazônica, hidrelétrica 3 Marias e Itaipú.
II Plano Nacional de Desenvolvimento (1974 a 1979) Objetivo:
- Estratégias para o enfrentamento da crise do petróleo e sua dependência, investimentos em energias alternativas (o álcool e nuclear), destaque no crescimento industrial de produtos químicos e fertilizantes reduzindo a dependência de bens de capital e petróleo; prioridades no setor energético, siderúrgico e petroquímico
Reforma Agrária e redistribuição de terras com ocupação produtiva da Amazônia e do Centro Oeste
Consolidação de uma sociedade industrial moderna com modelo de economia competitiva com desconcentração industrial
Indústria em São Paulo
O início da industrialização na cidade de São Paulo inicia com a instalação das indústrias em torno das ferrovias próximas aos bairros como Brás, Mooca, Belenzinho, Barra Funda, Água Funda aonde vão se instalar os operários destas fábricas, maioria de imigrantes que vieram trabalhar na agricultura cafeeira. Nesta época, montadoras existentes como a General Motors e a Toyota possuem galpões alugados no bairro do Ipiranga (1925).
Além do capital e por possuir maior infra-estrutura, mão de obra imigrante, mercado, abastecimento, comercialização da produção, eficiência e redução de custos de transportes via ferrovia, proximidade de portos para exportação, facilitou a aceleração da concentração e a diversificação industrial da cidade.
Esta aceleração econômica induziu grandes fluxos de migrações externas como internas e do campo. Nas décadas de 50 e 60 ocorre o êxodo rural mudando o perfil de concentração de população maior na cidade do que no campo.
Na década de 70 o estado de São Paulo respondia por mais de 58% da produção industrial nacional e a região metropolitana (RMC) respondia por 77,52% do valor da transformação industrial do Estado, a cidade de São Paulo 48,59 % e o interior 22,48%. As regiões industriais na capital e em sua periferia ficam congestionadas. A valorização de terrenos e impostos desestimula a atividade industrial.
Considerando a alta dos custos de produção tanto na capital como na região metropolitana relacionados à mão de obra, transportes, impostos e uma legislação ambiental mais vigorosa, as empresas tomaram a iniciativa de se retirarem deste espaço sendo que após 20 anos (1990) a cidade de São Paulo respondia por 30% do valor da transformação industrial a RMSP 58,92.% e o interior do estado 41,07%.Fonte: FIESP/CIESP, 1982 e 1984; IBGE - Censos Industriais de 1970, 1980,1985; MTB - Anuário RAIS de 1985, 1990 e 1991; SENAI/DPEA, 1980 e 1981
Os números de estabelecimentos industriais fixaram-se principalmente ao longo dos principais eixos rodoviários Dutra, Raposo Tavares, Anhanguera, Regis Bittencourt, Washington Luis, Anchieta, Castelo Branco.
No início do século XXI, Pesquisa Industrial Anual (IBGE 2005) mostrou que a Região Sudeste ainda concentra 63,5% do valor de transformação industrial com 54,3% dos postos de trabalho, Sul com 17,7 % de VTI e 25,2% dos postos, Nordeste com 9,3% de VTI e 12,4% dos postos, Centro Oeste com 3,7% de VTI e 4,5% dos postos, Norte com 5,8% do VTI e 3,6% dos postos.
Houve perdas de postos de trabalhos, na desconcentração em São Paulo e Rio de Janeiro, e ganhos para as regiões Sul, Nordeste, Centro Oeste e Minas Gerais (1996-2005), com ganhos nos setores do petróleo e álcool, indústria extrativa, metalurgia básica, transporte.
Esta desconcentração industrial vem ocorrendo, inclusive na região Sudeste por conta: busca de mão de obra mais barata, incentivos governamentais dos estados das regiões Nordeste, Norte, Centro Oeste, disputa fiscal entre Estados e municípios.
Para o estado de São Paulo a desconcentração vem ocorrendo, entretanto com certa concentração com a aglutinação das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, São José dos Campos, Santos e áreas vizinhas como Sorocaba, Jundiaí e Piracicaba denominada de macrometropole.